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CRISE NO SEGURO DEFESO

Pescadores liberam BR-422, mas vigília segue no MP em Marabá

Prefeito de Tucuruí mediou fim do protesto na ponte do KM 11 com promessa de articulação em Brasília; em Marabá, categoria aguarda fim do recesso do MP

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Imagem ilustrativa da notícia Pescadores liberam BR-422, mas vigília segue no MP em Marabá camera O desbloqueio da ponte do KM 11, que liga os municípios de Tucuruí e Novo Repartimento, ocorreu por volta das 8h20 | Reprodução Neto Alves

Após mais de 24 horas de interdição total, o tráfego de veículos na rodovia BR-422 foi normalizado na manhã desta terça-feira (20). O desbloqueio da ponte do KM 11, que liga os municípios de Tucuruí e Novo Repartimento, ocorreu por volta das 8h20, após um acordo entre os pescadores artesanais e a gestão municipal.

Enquanto a rodovia no Sudeste do Pará volta à normalidade, o cenário em Marabá permanece de mobilização. Centenas de pescadores continuam concentrados em frente ao prédio do Ministério Público, aguardando o retorno das atividades do órgão após o recesso para protocolar as denúncias sobre o atraso no pagamento do Seguro Defeso.

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Acordo em Tucuruí

A desobstrução da ponte foi possível graças ao diálogo entre as lideranças do movimento e o prefeito de Tucuruí, Alexandre Siqueira. Durante a reunião no local do bloqueio, o gestor se comprometeu a levar a pauta da categoria para a esfera federal.

• Intermediação: O prefeito garantiu que buscará reuniões com os ministérios competentes em Brasília.

• Apoio Político: A articulação contará com o suporte da deputada federal Andréia Siqueira, visando destravar o orçamento do Seguro Defeso que, segundo os manifestantes, é o principal motivo da suspensão dos pagamentos.

Com a saída dos manifestantes, o fluxo de carretas, ônibus e veículos de passeio, que formava longas filas na rodovia, foi totalmente liberado.

Vigília em Marabá: Foco no Ministério Público

Diferente de Tucuruí, onde houve desmobilização física da via, em Marabá a pressão se mantém institucional. Sem respostas do Ministério do Trabalho e Emprego, os pescadores apostam na reabertura do Ministério Público (MP), que ocorre nesta terça-feira (20), para judicializar a questão.

Os pescadores marabaenses denunciam que a situação de "falta de orçamento" no sistema do Governo Federal é inaceitável, visto que o período de proibição da pesca (Piracema) já dura três meses e as famílias não possuem outra fonte de renda.

O que os pescadores reivindicam?

1. Pagamento imediato: Liberação das parcelas do Seguro Defeso atrasadas desde novembro de 2025.

2. Atualização cadastral: Solução para os erros de "exigência" que travam o benefício no INSS.

3. Assistência Social: Apoio das prefeituras para as famílias em situação de insegurança alimentar devido ao impasse.

A Federação das Colônias de Pescadores do Pará informou que monitora as negociações em Brasília e não descarta novas mobilizações caso as promessas de intermediação não resultem em datas concretas para o depósito dos valores.

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