Indígenas das etnias Gavião e Xicrim, representando 14 povos da região de Marabá, realizaram um bloqueio na BR-222 nesta quarta-feira (22). O ato é um protesto pela falta de assistência na saúde e tem como objetivo principal pressionar o Governo Federal, em especial o ministro Alexandre Padilha, pela criação de um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e de um polo de saúde no município.
A pauta de reivindicações
Os manifestantes apontam uma disparidade no tratamento dado pelo Ministério da Saúde, mencionando que outras regiões, como Santarém e Belém, já foram contempladas com a criação de dois DSEIs, enquanto os povos de Marabá permanecem sem a estrutura necessária.
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"Marabá precisa de uma saúde de qualidade que atenda às necessidades específicas dos nossos povos. Queremos ser atendidos com o mesmo direito e garantia que foram assegurados aos indígenas de outras regiões do estado", declarou uma liderança durante a mobilização.
Mobilização nacional
O movimento de Marabá está integrado a uma ação nacional. Enquanto grupos realizam manifestações nas rodovias paraenses, representantes indígenas também estão em Brasília pressionando o governo central. As lideranças informaram que, caso o pedido não seja atendido até o dia 26 de abril, uma nova mobilização, desta vez por tempo indeterminado, será deflagrada, incluindo o envio de caravanas a Brasília para intensificar a pressão política junto ao Ministério da Saúde.
Posicionamento e órgãos fiscalizadores
O grupo ressaltou que a manifestação busca também o apoio e a mediação do Ministério Público Estadual (MPE) e do Ministério Público Federal (MPF). O objetivo é garantir que os direitos fundamentais à saúde, previstos na legislação brasileira, sejam efetivados na região.
A via já foi liberada, mas as lideranças mantêm o estado de alerta, aguardando um sinal do governo federal para evitar que novos bloqueios ocorram nos próximos dias.
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