O Giro Cultural, promovido pela Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM), terá seu ápice neste sábado (25) com uma celebração voltada às raízes religiosas da região. A partir das 16h, os grupos do Divino Espírito Santo e de Santo Reis realizam uma procissão pela Orla da cidade, com concentração no Museu Municipal Francisco Coelho.
O cortejo encerra a 5ª edição do projeto, que este ano celebra os 113 anos de Marabá destacando a pluralidade das expressões populares e o conhecimento ancestral.
A programação teve início nesta quinta-feira (23) com o lançamento do livro “Frutos da Floresta e a Sociobiodiversidade Aikewara” e de uma nova edição da revista científica Sumaúma. A obra sobre o povo Aikewara é resultado de um esforço de reflorestamento e valorização cultural na Aldeia Sororó, em Brejo Grande do Araguaia.
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O professor Warikatu Suruí, um dos autores, celebrou a conquista ao lado de seus alunos. "O livro não vai servir só para a minha comunidade, mas para as outras. É muito importante que as crianças venham aprender", afirmou.

Para Thaís Cariello, presidente da FCCM, a edição deste ano foi desenhada para fortalecer a identidade local. "É um evento de reconhecimento de grupos tradicionais e culturais da nossa cidade. É relembrar aquilo que é feito ao longo desse centenário que nós temos de história", destacou.
O educador patrimonial Ramon Cabral reforçou que o projeto busca mostrar à sociedade como os povos indígenas atuam como protetores da floresta diante de pressões externas.

Além do encerramento no sábado, a sexta-feira (24) conta com o Arrastão das Lendas e o Boi Marabazim na Orla, unindo os bois-bumbás Flor do Campo e Pingo de Ouro.
Para o público, como o integrante do ponto de cultura Comuna Cepasp, Thiago Martins, o Giro Cultural é essencial para trazer a diversidade étnica para o centro do debate urbano: "É um momento de dialogar com a cultura indígena e diversas outras expressões de Marabá".
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