O embate entre a ação dos garimpeiros ilegais e os indígenas na Amazônia tem ganhado novos capítulos neste ano de 2022. Quando mais o discurso contra o desmatamento e o meio ambiente é reforçado, mais os problemas aparecem. 

Desta vez uma ação se intensificou na região de Carajás, mais precisamente no município de São Félix do Xingu, cerca de 500 quilômetros de distância de Marabá no sudeste paraense. 

Nesta terça-feira (18), através de ação conjunta da Polícia Federal com o Ibama e Funai, foi realizada incursão, via aérea, em duas aldeais da Terra Indígena Apyterewa, do povo Parakanã, situadas em São Felix do Xingu. 

A ação teve por objetivo atestar a veracidade das denúncias dos indígenas das Aldeias Ka’aeté e Tekatawa de estarem sofrendo ameaças de invasão de suas terras por grileiros e fazendeiros da região. 

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Foi constatado que pessoas, ainda não identificadas, chegaram a cavalo na aldeia Ka’aeté no último final de semana, levando cerca de 100 cabeças de gado, as quais foram deixadas em áreas desmatadas do entorno da mesma. 

O acesso às terras é de difícil acesso feito somente por meio aéreo
O acesso às terras é de difícil acesso feito somente por meio aéreo | Divulgação PF

Após terem deixado o gado na região, os homens teriam saído da área. A aldeia encontra-se em local isolado e não possui acesso para veículos. 

Em outra aldeia visitada pelos policiais, de nome Parakanã, os índios relataram não terem sofrido ameaças nem invasão de suas terras.

A Polícia Federal vem agindo prontamente nas investigações, sempre preservando os direitos dos povos indígenas e coibindo crimes que possam ocorrer em suas terras. Reforçando o cumprimentodo seu papel constitucional de Polícia Judiciária da União, trabalhando incessantemente na repressão aos crimes de sua atribuição.

Agentes flagraram algumas cabeças de gado na região | Divulgação PF
A ação teve por objetivo atestar a veracidade das denúncias dos indígenas das Aldeias Ka’aeté e Tekatawa Foto: Divulgação PF

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