A Rodovia Transcametá (BR-422) permanece totalmente interditada na altura do quilômetro 19, nas proximidades da Aldeia Trocará, em Tucuruí no sudeste paraense. O bloqueio, que entrou em seu terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira (24), é liderado por manifestantes indígenas da Comunidade Assurini.
O protesto teve início na última segunda-feira (22) e, até o momento, não há previsão de liberação da pista, gerando forte impacto no fluxo de veículos da região.
As principais reivindicações do movimento concentram-se na área de infraestrutura de transporte. O grupo exige melhorias urgentes nas estradas que dão acesso às suas comunidades, além do cumprimento imediato de compromissos previamente assumidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
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De acordo com as lideranças, os acordos firmados no passado não foram executados pelas autoridades competentes.
Buscando uma mediação para o conflito, foi realizada uma reunião durante o dia com o juiz federal Dr. Diogo. No encontro, foram repassadas informações e esclarecimentos jurídicos considerados importantes para a Comunidade Assurini. No entanto, o diálogo não foi suficiente para desmobilizar o movimento.

Em pronunciamento após a reunião, as lideranças indígenas reafirmaram a decisão de manter o bloqueio por tempo indeterminado. A principal exigência do grupo agora é de caráter presencial: eles condicionam a desinterdição da rodovia à vinda do chefe do DNIT, Júlio, para tratar diretamente das demandas locais.
Enquanto as negociações não avançam, o fluxo de veículos de carga e de passeio continua completamente interrompido no trecho da BR-422. Autoridades policiais e órgãos de trânsito acompanham a situação de perto para garantir a segurança no local e tentar mediar uma nova rodada de conversas que ponha fim ao impasse.
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