Uma grande força-tarefa deflagrada na manhã desta quinta-feira, 21 de maio de 2026, pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil, cumpre mandados que visam desarticular uma engrenagem bilionária de lavagem de dinheiro comandada pela alta cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Batizada de Operação Vérnix, a ação resultou na prisão preventiva da advogada e influenciadora digital Deolane, detida nas primeiras horas do dia em sua residência, localizada em um condomínio fechado no município de Barueri, na Grande São Paulo.
A investigação que deu origem à operação teve início no ano de 2019, motivada pela apreensão de bilhetes com anotações no interior da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. A partir desses documentos, as autoridades descobriram que a facção criminosa utilizava uma empresa de transporte de cargas sediada no interior do estado como fachada para a movimentação de recursos ilícitos.
Conforme apontado pelo Ministério Público, contas bancárias em nome de Deolane eram utilizadas para receber e movimentar dinheiro proveniente dessa transportadora. Os investigadores suspeitam que a influenciadora aproveitava sua grande exposição pública, fama e alto poder aquisitivo para misturar os valores ilícitos com as próprias finanças empresariais, promovendo a ocultação de patrimônio e conferindo uma falsa aparência de legalidade às transações.
Veja também
- João Guilherme detalha bastidores de cena de nudez no cinema
- Zé Felipe ironiza Vini Jr. em post de Virginia Fonseca
- De Shakira a Elis Regina: Veja as novidades musicais da semana
Alvos da operação e mandados de prisão
Ao todo, o Poder Judiciário expediu seis mandados de prisão preventiva. Além da detenção da advogada, as ordens judiciais miram lideranças da facção e operadores do esquema financeiro:
• Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola): Apontado como o chefe principal da organização criminosa, ele já se encontra detido cumprindo pena no Sistema Penitenciário Federal.
• Familiares de Marcola: O irmão do líder da facção, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos dele constam como alvos formais dos mandados de prisão.
• Everton de Souza ("Player"): Identificado pelas investigações como o operador financeiro central da estrutura, ele tinha o papel de gerenciar a distribuição do capital da transportadora e indicar as contas bancárias de destino.
Além das prisões, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão contra outras pessoas ligadas à influenciadora, incluindo um contador e Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação de Deolane.
Bloqueio de bens e monitoramento internacional
O impacto financeiro determinado pela Justiça nesta fase da operação soma cifras expressivas. Foi ordenado o bloqueio total de R$ 357,5 milhões em bens e valores mantidos em contas bancárias dos investigados. Desse montante, o congelamento específico nas contas de Deolane corresponde a R$ 27 milhões. A decisão também determinou a apreensão de uma frota de 39 veículos pertencentes ao grupo, com avaliação estimada em mais de R$ 8 milhões.
As autoridades revelaram que Deolane havia retornado ao território nacional na última quarta-feira, 20 de maio, após passar um período de semanas em Roma, na Itália. Devido ao trâmite da investigação, o nome da advogada chegou a ser inserido na Difusão Vermelha da Interpol para fins de monitoramento internacional. A Justiça fundamentou a necessidade da prisão preventiva como medida para assegurar a ordem pública, impedir a destruição de provas e afastar os riscos de fuga.
Até o momento do fechamento desta edição, a defesa dos investigados citados na operação não se manifestou publicamente sobre os mandados executados.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar