Com a chegada de janeiro, muitos se questionam sobre o momento exato de desmontar a árvore de Natal e o presépio. Segundo a tradição cristã, o dia oficial para essa tarefa é 6 de janeiro, data em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor, a manifestação de Jesus a todos os povos e nações.
A Visita dos Magos e o Calendário
A escolha do dia 6 de janeiro não é arbitrária. A data marca a chegada dos três Reis Magos ao local onde Jesus nasceu, guiados pela Estrela de Belém. "O presépio é desmontado depois da visita porque os reis precisavam encontrar o Menino. Eles saíram de terras distantes e, se retirássemos antes, os reis chegariam e Ele não estaria mais lá", explica Frei Domingos, reforçando a lógica bíblica do retorno da Sagrada Família para Nazaré após esse encontro.
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De acordo com o religioso, após essa visita, a família de Nazaré inicia seu retorno, marcando o momento em que a estrutura do presépio pode ser desfeita.
O Tempo do Natal continua
Embora o dia 6 seja o marco para a retirada dos adornos, o Frei esclarece que o Tempo do Natal na Igreja Católica se estende um pouco mais, finalizando apenas com a celebração do Batismo de Jesus.
"Ainda estamos no tempo de Natal. Eu ainda posso desejar 'Feliz Natal', mesmo que não tenhamos nos visto nos dias 24 ou 25", destaca. A Igreja segue uma ordem cronológica: primeiro o nascimento, depois a visita dos magos e, por fim, a fase adulta com o batismo.

O Significado dos Presentes
Em artigo sobre a data, Dom Vital Corbellini, Bispo de Marabá, detalha o profundo simbolismo do encontro entre os Magos e o recém-nascido. Segundo o Bispo, ao entrarem na casa e se prostrarem diante de Jesus, os Magos ofereceram os melhores presentes da terra, cada um com um significado teológico:
• O Ouro: Reconhece Jesus como o verdadeiro Rei de paz e amor.
• O Incenso: Simboliza a sua divindade; a afirmação de que aquele menino é Deus.
• A Mirra: Representa a sua humanidade, sendo o perfume que futuramente seria utilizado em sua sepultura.
"Os reis magos nos lembram que Jesus é o nosso Rei, divino e humano, que caminha conosco em nossas famílias e comunidades", destaca Dom Vital.
Epifania: O Melhor de Nós como Oferta
Para o Bispo de Marabá, a Epifania é um convite para que a humanidade ofereça o que tem de melhor, mesmo que não possua bens materiais como os dos reis. "Se hoje não temos ouro, incenso e mirra, procuremos oferecer o melhor da nossa vida e de nossas atividades, para que Deus seja glorificado através de nossas boas obras, de fé, esperança e caridade", exorta o prelado.
Dom Vital reforça que o espírito do Natal e da Epifania — de reconhecimento de Jesus como Salvador — deve ser o motivo inspirador para todo o ano de 2026.
Tradição: A Queima das Palhinhas
Uma curiosidade mencionada pelo clero local é a tradição da "Queima das Palhinhas", comum em algumas cidades. Nela, as famílias se reúnem para desmontar o presépio em oração, queimando as folhagens naturais que adornaram a manjedoura. Embora não seja um costume forte em Marabá, a prática é vista como um belo momento de união familiar para encerrar o ciclo natalino.
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