Os trabalhadores brasileiros, incluindo empregados domésticos e celetistas, devem ficar atentos ao contracheque deste mês. Entrou em vigor a nova tabela de contribuições do INSS para 2026, que traz atualizações nas faixas salariais e no teto previdenciário, acompanhando o novo salário mínimo de R$ 1.621 e o reajuste de 3,9% nos benefícios.
Com a publicação da portaria pelo Ministério da Previdência Social, o teto de pagamentos do INSS subiu de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. A mudança impacta diretamente o cálculo do desconto mensal, que segue o modelo progressivo implementado na última reforma.
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Como funciona o cálculo progressivo?
O sistema de descontos do INSS não aplica uma alíquota única sobre todo o salário. O cálculo é escalonado: a cada faixa de renda, aplica-se uma porcentagem diferente. Isso evita que um pequeno aumento salarial resulte em um desconto desproporcionalmente maior.
As alíquotas vigentes para 2026 são:
• Até R$ 1.621 (Salário Mínimo): 7,5%
• De R$ 1.621,01 até R$ 2.864,22: 9%
• De R$ 2.864,23 até R$ 4.296,33: 12%
• De R$ 4.296,34 até R$ 8.475,55 (Teto): 14%
Impacto para Empregadores Domésticos
A atualização das faixas exige atenção redobrada de quem utiliza o sistema eSocial Doméstico. Como o cálculo é automático, os empregadores devem apenas conferir se a remuneração base está atualizada conforme o novo mínimo ou o piso regional da categoria.
O reajuste das faixas foi baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025. Segundo especialistas em Direito Previdenciário, o modelo progressivo garante que quem recebe salários mais baixos contribua proporcionalmente menos para o sistema.
Você pode consultar o valor exato do seu desconto e o histórico de contribuições através do aplicativo Meu INSS ou pelo site oficial, utilizando sua conta Gov.br.
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