Nesta terça-feira, 19 de maio, celebra-se o Dia Mundial da Doação de Leite Humano. A data, que se consolidou como um marco de solidariedade e saúde pública global, funciona como um chamado para conscientizar a sociedade sobre a importância do aleitamento materno e, acima de tudo, para abastecer os estoques de hospitais que cuidam de recém-nascidos em condições de vulnerabilidade.
Abaixo, confira os detalhes essenciais para entender a relevância, a história e o impacto dessa campanha:
O Que é e Quando surgiu?
O Dia Mundial da Doação de Leite Humano foi instituído originalmente em 2010, durante o V Congresso Brasileiro de Bancos de Leite Humano. O evento reuniu especialistas para debater alternativas que pudessem reduzir a mortalidade infantil. Devido ao pioneirismo e ao sucesso técnico do projeto no país, a iniciativa ganhou escala internacional e passou a ser adotada globalmente, tendo como referência o modelo da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH).
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Onde a campanha atua?
Embora tenha nascido no Brasil, a campanha hoje possui alcance global. A rede de apoio está presente em maternidades, hospitais públicos e privados, além de centros especializados de coleta e bancos de leite que funcionam integrados às redes de saúde. O foco principal de distribuição do alimento arrecadado são as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais.
Por que a data foi criada?
A mobilização surgiu como resposta direta a uma crise humanitária de escassez de leite humano em hospitais neonatais. O leite materno é considerado um elemento insubstituível para o desenvolvimento biológico de recém-nascidos, e a falta dele nos leitos hospitalares colocava em risco a sobrevivência de milhares de crianças. Diante dessa demanda urgente por ajuda humanitária, a data foi oficializada para unificar os esforços de arrecadação.
Para que serve a mobilização?
O objetivo central do "Maio do Leite Humano" divide-se em metas práticas de saúde coletiva:
• Salvar vidas nas UTIs: Garantir a nutrição e o fortalecimento imunológico de bebês prematuros ou que nasceram com baixo peso internados em estado grave.
• Conscientização: Promover debates públicos e esclarecer mitos e verdades sobre o aleitamento materno e o processo de doação.
• Expandir a rede: Embora anualmente os bancos de leite consigam suprir e processar centenas de milhares de litros do alimento, a demanda interna dos hospitais é contínua e crescente. A campanha serve justamente para buscar novas doadoras voluntárias e engajar a sociedade em uma rede permanente de apoio.
Como ajudar: Mães que estão amamentando, com produção de leite excedente e que tenham interesse em se tornar doadoras podem procurar o Banco de Leite Humano (BLH) mais próximo ou entrar em contato com os canais de atendimento da Secretaria de Saúde do município para receber orientações sobre a coleta segura e o armazenamento do alimento.
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