O cuidado com o cérebro — órgão responsável pela memória, aprendizagem e tomada de decisões — passa diretamente pelas escolhas feitas à mesa. A nutrição é hoje consolidada pela ciência como um dos pilares essenciais para prevenir o declínio cognitivo e diminuir o risco de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, além de AVC, epilepsia e enxaqueca.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 3 bilhões de pessoas convivam com alguma condição neurológica no mundo. Segundo o médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), padrões alimentares equilibrados agem na proteção celular e no combate à inflamação.
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O eixo intestino-cérebro
A relação entre o que comemos e a mente envolve também o intestino. Uma microbiota saudável produz substâncias que afetam diretamente a regulação do humor, a qualidade do sono e a capacidade de aprendizagem. Esse equilíbrio é favorecido por dietas ricas em fibras, legumes, frutas e alimentos fermentados.
Modelos como a Dieta Mediterrânea e a Dieta MIND — focadas em azeite de oliva, peixes, vegetais e oleaginosas — se destacam no combate ao estresse oxidativo e na preservação da comunicação entre as células nervosas.
Nutrientes aliados e os perigos dos ultraprocessados
Diferentes nutrientes desempenham papéis fundamentais na proteção da mente:
• Ômega-3 (DHA e EPA) e Colina: Essenciais para a formação de neurônios, formação da acetilcolina e manutenção da memória.
• Antioxidantes (Vitaminas C, E e polifenóis): Protegem contra o envelhecimento precoce das células cerebrais.
• Vitaminas do complexo B (B6, B9 e B12), Zinco, Ferro e Magnésio: Auxiliam na produção de neurotransmissores e na capacidade de foco.
Em contrapartida, o consumo frequente de alimentos ultraprocessados e açúcar em excesso acelera o envelhecimento cerebral e aumenta o risco de ansiedade e depressão. O alto teor de açúcar no sangue favorece a resistência à insulina, fenômeno metabólico associado por pesquisadores ao desenvolvimento de alterações similares ao Alzheimer (termo por vezes referido na comunidade acadêmica como "diabetes tipo 3").
Para potencializar a proteção, especialistas reforçam que a alimentação deve ser associada à prática regular de exercícios físicos, boas noites de sono e estímulos mentais contínuos.
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