Acordar com o pijama ou os lençóis molhados costuma ser associado a noites abafadas ou ao uso de cobertores pesados. No entanto, quando o suor noturno se torna frequente e acontece mesmo em ambientes frescos, ele deixa de ser um mero desconforto térmico e passa a indicar possíveis alterações no organismo.
Especialistas alertam que o sintoma, quando persistente, deve ser investigado, especialmente se vier acompanhado de febre, cansaço excessivo ou perda de peso sem causa aparente.
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Alterações hormonais no topo das causas
Uma das causas mais comuns para a transpiração excessiva na madrugada são as oscilações hormonais, que desregulam o sistema de controle de temperatura do corpo:
• Mulheres: A queda e variação nos níveis de estrogênio durante a perimenopausa e a menopausa provocam fogachos e ondas de suor.
• Homens: A redução nos níveis de testosterona também pode gerar o sintoma, acompanhado de fadiga, perda de massa muscular e alterações de humor.
• Tireoide e Metabolismo: O hipertireoidismo e variações de glicose no sangue durante a noite são outros fatores que desencadeiam o suor.
Relação com a apneia do sono
A apneia obstrutiva do sono é outra condição frequentemente ligada à transpiração noturna. As pausas respiratórias repetidas causam queda na oxigenação do sangue e ativam o sistema nervoso, gerando picos de estresse no organismo durante a madrugada. Roncos altos, engasgos, boca seca ao acordar e sonolência durante o dia são sinais típicos do distúrbio, que exige avaliação médica e exames como a polissonografia.
Quando buscar ajuda médica
A recomendação é procurar atendimento clínico caso o suor noturno piore com o tempo ou surja acompanhado de sinais de alerta, como dores no peito, falta de ar, tosse prolongada ou aumento de gânglios (ínguas). O diagnóstico pode envolver exames de sangue, checagem hormonal e investigação do sono.
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