A família dos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos desde o início do ano no Maranhão, aguarda um posicionamento oficial das autoridades sobre a possibilidade de as crianças estarem entre as vítimas resgatadas em uma operação contra o tráfico humano nos Estados Unidos. A hipótese ganhou repercussão após uma ação policial na Flórida resgatar 163 menores de idade, levando a defesa dos parentes a acionar o Consulado Brasileiro e a Polícia Federal para solicitar a verificação de informações.
Para colaborar com os procedimentos de identificação, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, esteve na sede da Polícia Federal em São Luís para realizar a coleta de material genético.
De acordo com a advogada do caso, Nathaly Moraes, a família mantém a esperança e acompanha as apurações com firmeza e cautela, aguardando laudos conclusivos. Até o momento, no entanto, as autoridades destacam que não há confirmação nem indícios concretos de que os irmãos maranhenses estejam entre os jovens localizados no exterior.
Veja também
- Trabalho escravo: três são resgatados em São Félix do Xingu
- Gás do Povo libera vale-recarga para 4,2 milhões de famílias
- Conheça a indústria milionária que ajuda japoneses a 'evaporar'
Diante da repercussão do caso, a Interpol disponibilizou suas ferramentas de cooperação internacional para incluir as crianças na rede global de buscas. O apoio da organização permite o cruzamento de dados, o monitoramento de fronteiras e o envio de alertas policiais em 197 países. A defesa ressalta que a entrada da entidade reforça a estrutura de apuração, mas não significa que haja confirmação de que os irmãos tenham saído do território brasileiro.
Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, localizada na zona rural de Bacabal. As crianças haviam saído para brincar acompanhadas de um primo de 8 anos, que foi encontrado sozinho em uma área de mata três dias depois. Desde o sumiço, forças de segurança pública, bombeiros e voluntários realizaram varreduras intensas pela região sem localizar pistas definitivas sobre o paradeiro das vítimas.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar