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JUSTIÇA TARDA, MAS...

Acusado por mortes no Carnaval de 1984 é preso após 42 anos

Aluísio Farias Batista foi condenado pelo atropelamento de 19 foliões na "Tragédia do Baldo", em Natal; ele vivia discretamente em Cuiabá

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Imagem ilustrativa da notícia Acusado por mortes no Carnaval de 1984 é preso após 42 anos camera Aluísio Farias Batista, atualmente com 68 anos, foi detido em Cuiabá após cruzamento de dados e tecnologia de reconhecimento facial da Polícia Civil. | Reprodução

A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso efetuou a prisão, na última sexta-feira (26), na cidade de Cuiabá, de Aluísio Farias Batista, de 68 anos de idade, que se encontrava foragido da Justiça há mais de quatro décadas.

Ele é o responsável por um dos episódios mais trágicos e marcantes da história do Rio Grande do Norte: a chamada "Tragédia do Baldo", um grave atropelamento em massa que resultou na morte de 19 pessoas e deixou dezenas de foliões feridos durante as festividades do Carnaval de 1984, na capital potiguar, Natal.

A captura foi realizada por agentes da Gerência Estadual de Polinter em uma residência localizada no bairro Jardim Presidente I. De acordo com as investigações, Aluísio residia na capital mato-grossense de forma absolutamente discreta, onde inclusive já havia constituído uma nova família e utilizava documentos de identidade falsificados em nome de um cidadão que já havia falecido.

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A localização exata do paradeiro do condenado demandou semanas de levantamentos minuciosos, análises criteriosas em sistemas de reconhecimento facial e diligências operacionais.

Após a confirmação inequívoca das características físicas semelhantes e o cumprimento do mandado judicial de prisão, ele foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais e colocado à inteira disposição da Justiça.

O trágico acontecimento ocorreu no Carnaval de 1984, quando Aluísio dirigia um ônibus e atingiu frontalmente os integrantes do bloco carnavalesco Puxa-Sacos. Entre as vítimas fatais da tragédia estavam cinco sargentos da Polícia Militar e o neto do então senador Dinarte Mariz, o que mobilizou a opinião pública e levou o governo do estado do Rio Grande do Norte a decretar luto oficial de três dias na época.

Em seu depoimento à polícia, o acusado alegou que já havia encerrado sua jornada regular de trabalho quando foi solicitado por um superior para substituir outro condutor. Ele relatou que enfrentou uma descida com pouca iluminação e, ao tentar desviar de um veículo à sua frente, acabou colidindo com a multidão que caminhava pela via.

Aluísio revelou que decidiu fugir de Natal e se esconder em Cuiabá após o caso ser exibido em rede nacional por um programa de televisão, ocultando seu passado por 42 anos.

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