A China vem adotando uma estratégia inovadora e sustentável para conter o avanço dos desertos e recuperar solos degradados no país. A técnica consiste na instalação de barreiras em formato de redes ou grades, confeccionadas com palha de arroz e trigo e, em alguns casos, com o suporte de materiais sintéticos projetados para fixar e estabilizar as dunas de areia.
Essas estruturas quadriculadas instaladas no solo cumprem papel fundamental na física do ecossistema árido: elas quebram a velocidade do vento na superfície, evitam a movimentação das dunas e retêm a escassa umidade do ar e do solo. Com a areia imóvel e o microclima local ajustado, criam-se as condições necessárias para que sementes consigam germinar e espécies vegetais nativas se desenvolvam.
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Além das barreiras físicas de palha, os projetos de reflorestamento em áreas áridas no país contam com o apoio de mantas e materiais especiais aplicados no subsolo durante o plantio, desenvolvidos para conservar a água por períodos mais longos e nutrir as raízes das plantas em crescimento.
Especialistas ressaltam que o objetivo central das intervenções não é cobrir as áreas áridas com plásticos ou materiais artificiais, mas sim criar um suporte temporário de estabilização da areia. Uma vez fixado o solo, o crescimento gradual da vegetação assume o controle do ecossistema, contendo a expansão dos desertos e recuperando áreas antes consideradas improdutivas.
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