A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Pará (FICCO/PA) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (18), duas operações simultâneas para combater o avanço de grupos criminosos e a infiltração de agentes públicos no esquema.
As ofensivas, denominadas Covil II e Custos Legis, fazem parte da Operação Força Integrada, uma mobilização coordenada pelo Ministério da Justiça que ocorre de forma concomitante em diversos estados brasileiros.
No Pará, a força-tarefa mobilizou equipes para o cumprimento de seis medidas cautelares judiciais. O balanço inicial aponta a execução de dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão, além da instalação de tornozeleira eletrônica para o monitoramento de um investigado.
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Combate a facções e corrupção funcional
A Operação Covil II (4ª Fase) concentrou seus esforços no município de Pau d’Arco, no sudeste paraense. O objetivo central é desarticular o núcleo de uma organização criminosa que mantém forte atuação na região.
Já em Belém, a Operação Custos Legis revelou um esquema de corrupção envolvendo o Poder Judiciário. As investigações apontam que uma ex-servidora do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) utilizava credenciais institucionais para acessar processos protegidos por segredo de justiça.
De acordo com a polícia, as informações privilegiadas eram repassadas diretamente a membros de facções, permitindo que criminosos antecipassem movimentações policiais e comprometessem a eficácia de investigações em curso.
A ex-servidora é investigada pelos crimes de violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As diligências na capital visam colher novas provas sobre a extensão do vazamento de dados e a identificação de outros possíveis beneficiários do esquema.
Estrutura da FICCO
A FICCO/PA atua sob um modelo de cooperação que une a Polícia Federal, a Polícia Civil do Pará e a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP).
A integração busca otimizar o compartilhamento de inteligência e ampliar a capacidade de resposta contra o crime organizado, focando tanto na repressão operacional quanto no combate à lavagem de dinheiro e à corrupção estrutural.
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