Uma operação integrada da Polícia Civil do Pará resultou, no final da tarde de domingo (28), na prisão preventiva de uma mulher acusada de liderar um esquema que gerou um rombo de aproximadamente R$ 5 milhões nos cofres do grupo econômico Paulistinha, empresa com sede em Marabá, no sudeste do estado.
O mandado de prisão foi expedido pela 2ª Vara Criminal de Marabá pelos crimes de furto qualificado mediante abuso de confiança e associação criminosa. A captura ocorreu no município de Novo Repartimento, após um trabalho de monitoramento que envolveu a 21ª Seccional Urbana de Marabá, o Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) e a equipe local.
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Desvio milionário e ostentação
De acordo com o relatório oficial da Polícia Civil, a suspeita se valia do cargo e das funções que desempenhava na empresa para realizar os desvios financeiros em um curto espaço de tempo. As fraudes afetaram tanto a matriz quanto as filiais do grupo empresarial.
A investigação revelou que, com o proveito do crime, a investigada passou a incrementar seu patrimônio de forma rápida. Entre as aquisições mapeadas pelos agentes estão:
• Compra de propriedades rurais (fazendas) na região de Novo Repartimento;
• Aquisição de diversos bens móveis de alto valor.
Para tentar escapar das autoridades, a mulher utilizava diferentes estratégias com o objetivo de burlar o sistema de segurança pública estadual e ocultar sua real localização.
Captura e procedimentos
A localização exata da investigada foi descoberta após o cruzamento de dados e o uso de aparato tecnológico e humano das equipes de inteligência. A abordagem ocorreu por volta das 18h.
Após a execução da ordem judicial, ela foi conduzida para a delegacia do município para o registro do boletim de ocorrência. A presa passará por exames periciais e será transferida para o sistema penitenciário estadual, onde permanecerá custodiada e à disposição da Vara Criminal de Marabá.
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