A Amazônia deixou de ser tratada como exótica para ocupar um novo lugar no cenário global: origem e protagonismo.
No novo episódio do Na Taça, do DOLCast, o chef, chocolatier e sommelier Fábio Sicília analisa como o chocolate artesanal amazônico entrou definitivamente no radar internacional e como a realização da COP30 em Belém ajudou a consolidar esse movimento.
Em 2025, o New York Times publicou a reportagem intitulada “Estes chocolateiros encontraram uma maneira deliciosa de ajudar a Amazônia”. O texto destacou o cacau da região não como curiosidade exótica, mas como base de um movimento artesanal consistente, sofisticado e sustentável.
Segundo o episódio, não foi coincidência.
A COP30 colocou Belém no centro do mundo. E quando os olhares internacionais se voltaram para a Amazônia, quem tinha produto estruturado apareceu.
Durante o evento, marcas locais de chocolate artesanal registraram aumento expressivo nas vendas. Algumas dobraram a produção. Outras esgotaram estoques no meio da conferência. Turistas visitaram fábricas na Ilha do Combu, embarcaram para conhecer o processo de produção e acompanharam de perto a transformação do cacau em chocolate.
Enquanto previsões falavam em caos logístico e desastre organizacional, o que se viu foi movimento econômico real: fábrica aberta, produto sendo vendido, visitante consumindo experiência.
O episódio destaca ainda um ponto estratégico: verticalização e identidade. O chocolate amazônico que ganhou espaço é aquele que combina ingredientes locais, valoriza a origem do cacau e transforma produção em narrativa consistente.
Não é apenas venda. É economia de experiência. É território se posicionando com produto, cultura e valor agregado.
🎧 Quer entender como a Amazônia saiu da condição de pauta ambiental para se tornar pauta econômica e gastronômica no mundo?
Aperte o play aqui:
Chocolate amazônico dobra produção com a COP30
Por DOL -

O DOLCast “Na Taça” é atualizado todas as sextas-feiras no Dolcast com as dicas do chef de cozinha, sommelier e chocolatier Fábio Sicília sobre vinhos, gastronomia e suas harmonizações e lógico, algumas boas viagens.
Fábio Sicília é chef de cozinha, sommelier e chocolatier por formação e um profundo estudioso dos sabores. A vasta experiência em harmonizações e conhecimento profundo de vinhos acrescentam uma camada de sofisticação e prática às discussões sobre paladar e escolhas alimentares.
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