Quando o calendário marca uma Sexta-feira 13, o imaginário coletivo parece ganhar contornos mais sombrios. A data, cercada por superstições e lendas urbanas, tornou-se um convite quase irresistível para os fãs do terror: apagar as luzes, aumentar o volume e mergulhar em histórias que exploram nossos medos mais profundos. Dos slashers sanguinolentos aos dramas psicológicos que perturbam pela sutileza, a noite pede uma maratona capaz de acelerar o coração do início ao fim.
Para entrar no clima, segue uma seleção que percorre diferentes vertentes do gênero, de clássicos consagrados a produções contemporâneas que redefiniram o horror.
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Abrindo a lista, a franquia Sexta-Feira 13 (1980) eternizou Jason como um dos assassinos mais icônicos do cinema. Ambientado em Crystal Lake, o primeiro longa, dirigido por Sean S. Cunningham, constrói o suspense ao colocar o espectador sob o ponto de vista do criminoso e reservar uma reviravolta marcante para o desfecho. A famosa máscara de hóquei só se tornaria símbolo da franquia a partir do terceiro filme, mas o capítulo inaugural já garantiu seu lugar entre os essenciais do slasher.
No campo da ficção científica com terror, Alien: O Oitavo Passageiro, de Ridley Scott, transformou o espaço em cenário claustrofóbico. A bordo da nave Nostromo, a tripulação enfrenta uma criatura letal enquanto conflitos internos e interesses ocultos intensificam a tensão. O filme consolidou-se como referência ao provar que o horror pode ultrapassar fronteiras terrestres.
Misturando crítica social e suspense, Corra!, dirigido por Jordan Peele, utiliza o desconforto racial como motor narrativo. O longa acompanha um jovem negro que descobre segredos perturbadores ao visitar a família da namorada branca. Com quatro indicações ao Oscar e vitória em Melhor Roteiro Original, a obra arrecadou mais de US$ 255 milhões e reafirmou o potencial político do terror.
No universo do body horror, A Mosca, de David Cronenberg, narra a transformação trágica de um cientista após um experimento malsucedido. Os efeitos práticos impressionantes renderam o Oscar de Maquiagem e consolidaram o diretor como referência no subgênero.
Já o francês Mártires, de Pascal Laugier, mergulha em violência gráfica e reflexões sobre trauma e transcendência. Expoente do chamado Cinema Extremo Francês, o longa vai além do choque visual para investigar as marcas psicológicas do sofrimento.
O terror brasileiro também tem seu ícone em À Meia-Noite Levarei Sua Alma, dirigido e estrelado por José Mojica Marins. O personagem Zé do Caixão, com visual marcante e postura antirreligiosa, tornou-se símbolo do horror nacional ao desafiar convenções e provocar a comunidade onde vive.
Entre os psicológicos contemporâneos, O Babadook, de Jennifer Kent, transforma luto e maternidade em metáforas assustadoras. Na mesma linha de dramas familiares perturbadores, Hereditário, de Ari Aster, constrói tensão crescente após a morte da matriarca de uma família marcada por segredos.
Clássico absoluto do suspense, Psicose, de Alfred Hitchcock, eternizou Norman Bates e a icônica cena do chuveiro, inspirada nos crimes de Ed Gein. A influência ecoa em diversas obras posteriores.
No sobrenatural, O Sexto Sentido, de M. Night Shyamalan, marcou época com o suspense psicológico e o desfecho surpreendente protagonizado por Haley Joel Osment.
Encerrando a lista, Suspiria, de Dario Argento, aposta na estética surrealista, nas cores vibrantes e na trilha da banda Goblin para criar uma experiência sensorial única em uma academia de dança envolta em mistério.
Seja qual for a escolha, a Sexta-feira 13 segue como o cenário ideal para revisitar clássicos ou descobrir novos pesadelos — e lembrar que, no cinema, o medo pode ser tão fascinante quanto assustador.
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