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IDENTIDADE PARAENSE

Eloi Iglesias e Banda Sayonara são elevados a patrimônio cultural do Pará

Governadora Hana Ghassan sanciona leis que tornam patrimônio cultural imaterial a obra de Eloi Iglesias e a trajetória da Banda Sayonara no estado.

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Imagem ilustrativa da notícia Eloi Iglesias e Banda Sayonara são elevados a patrimônio cultural do Pará camera Governo do Pará reconhece Eloi Iglesias e Banda Sayonara como símbolos vivos da identidade cultural paraense. | Reprodução/Estúdio Tereza & Aryanne/Divulgação

Em tempos em que a identidade cultural se torna cada vez mais um elemento de afirmação coletiva, iniciativas voltadas à preservação da memória e das expressões artísticas ganham relevância estratégica. No Pará, onde tradição e contemporaneidade convivem em constante diálogo, o reconhecimento institucional de artistas e manifestações populares surge como forma de consolidar pertencimentos e fortalecer raízes históricas.

Foi nesse contexto que a governadora Hana Ghassan Tuma sancionou, na última terça-feira (28), duas leis que elevam importantes nomes da cultura paraense ao status de patrimônio cultural imaterial do estado. As medidas reforçam o compromisso do poder público com a valorização das artes e da memória regional.

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Por meio da Lei nº 11.425, que foi aprovada no início do mês pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), a obra de Eloi Iglesias foi oficialmente reconhecida como patrimônio cultural de natureza imaterial do Pará. A decisão se fundamenta na Constituição Estadual e destaca a relevância histórica e artística do cantor, produtor e ativista cultural para a formação da identidade amazônica.

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Com uma trajetória marcada por décadas de atuação, Iglesias consolidou seu nome como um dos grandes representantes da cultura popular paraense. Sua produção dialoga com ritmos tradicionais como o carimbó e o brega, ao mesmo tempo em que incorpora novas linguagens, mantendo viva a dinâmica cultural da região.

CULTURA, DIVERSIDADE E RESISTÊNCIA

Além da carreira musical, Eloi Iglesias também se destaca como figura importante na cena cultural e na representatividade LGBTQIA+ em Belém. Há mais de 35 anos, ele organiza a tradicional Festa da Chiquita, evento que integra as celebrações do Círio de Nazaré e simboliza a diversidade cultural do estado.

Para a autora do projeto, a deputada Lívia Duarte, o reconhecimento da obra de Eloi Iglesias como patrimônio cultural imaterial representa um ato de justiça histórica, ao valorizar um artista cuja trajetória ajudou a moldar e preservar a identidade cultural do Pará ao longo de gerações. O reconhecimento também abrange todo o acervo artístico do músico, que passa a integrar oficialmente o patrimônio cultural do estado.

MÚSICA E MEMÓRIA COLETIVA

Simultaneamente, a Banda Sayonara foi contemplada pela Lei nº 11.431, que declara sua obra como patrimônio cultural e artístico de natureza imaterial. Com mais de seis décadas de história, o grupo é considerado um dos mais tradicionais do Pará, marcando presença constante em festas, eventos e celebrações populares.

A trajetória da banda se confunde com a própria história musical do estado, contribuindo para a difusão de ritmos e fortalecendo a memória afetiva da população. O reconhecimento, segundo a autora do projeto, deputada Ana Cunha, representa mais do que uma homenagem. Trata-se de um esforço de preservação da cultura local.

PATRIMÔNIO VIVO DO PARÁ

Com a entrada em vigor imediata das leis, o Estado do Pará oficializa a proteção e valorização desses legados, reafirmando o papel das manifestações culturais como elementos essenciais da identidade regional.

Mais do que registros formais, os reconhecimentos consolidam a ideia de que a cultura paraense é um patrimônio vivo, construído por artistas, grupos e movimentos que atravessam o tempo e continuam a dar sentido à história e ao cotidiano da Amazônia.

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