Os bolsonaristas que proferiram ofensas contra Gilberto Gil e a esposa dele, no Catar, poderão ficar preso por um ano no país-sede da Copa do Mundo 2022. Isto porque as leis locais são bem mais rígidas que no Brasil. A agressão contra o ex-ministro da Cultura no governo PTista aconteceu na última quinta-feira (24), dia da estreia da seleção brasileira no mundial, no estádio onde a partida foi realizada.
Vídeo: bolsonarista convoca atiradores para ameaçar Lula
Pelo artigo 329 do Código Penal do Catar - lei, de 1971, que recebeu emendas em 2004 - o agressor pode, além da prisão, pagar multa por ofender outra pessoa em público.
Lá, é crime “insultar um terceiro em público, endereçando-lhe palavras impróprias que afetem sua honra e dignidade”. Sobre as penas, a lei diz que são de “até um ano de prisão e uma multa de até 5 mil reais qataris, ou uma das duas penalidades”. Convertendo para a moeda brasileira, esse valor corresponderia, atualmente, a R$ 7,4 mil.
O agressor que atacou Gil e a esposa usava uma camisa da CBF com o nome “Papito Rani”. Ele seguiu o casal aos gritos de “Bolsonaro” e “Vamos, Lei Rouanet”. “Você ajudou o Brasil para c*”, disse ainda o apoiador do candidato derrotado no pleito do dia 30 de outubro, que arrematou os xingamentos como “Obrigado, filho da puta”.
Bomba: Irã pede exclusão dos EUA da Copa do Mundo
O casal não reagiu e a segurança local também não tomou nenhuma atitude em relação ao ocorrido.
O Código Penal do Catar é considerado rígido se comparado às leis ocidentais, impondo penas mais severas para crimes que em outros países são considerados leves ou são banalizados. As punições, inclusive, valem para estrangeiros.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar