Um dos crimes que chocou a mídia e o meio do futebol nos últimos anos acaba de ter uma alteração significativa que afeta diretamente um dos condenados e presos pelo caso.
A Justiça paulista concedeu redução de pena ao ex-jogador Robinho, preso por estupro coletivo. A decisão aconteceu na quarta-feira (14) e diminui o tempo de detenção do ex-atleta em 160 dias.
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O atleta cumpre pena no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior paulista. A redução foi publicada oficialmente pela Justiça de São Paulo.
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Com a nova decisão, o ex-craque pode deixar a cadeia no final de 2032. A previsão anterior apontava março de 2033 como data de conclusão da sentença.
O benefício representa cinco meses a menos de detenção para o condenado.
Motivo da redução
A defesa de Robinho solicitou o benefício com base nas atividades realizadas pelo ex-atleta na prisão. O advogado Mário Rossi Vale explicou que a medida não representa privilégio excepcional.
A Lei de Execução Penal prevê a remição para detentos que estudam e trabalham. Segundo o defensor, o ex-jogador conquistou os 160 dias de redução por meio das seguintes atividades:
- Participação em programas de estudo oferecidos no centro de ressocialização;
- Execução de trabalhos durante o cumprimento da pena.
A legislação brasileira permite que cada três dias de trabalho ou 12 horas de estudo reduzam um dia da sentença. O mecanismo visa estimular a ressocialização dos condenados.
Crime aconteceu em Milão
O caso que levou Robinho à prisão aconteceu em janeiro de 2013. Uma jovem albanesa acusou o jogador e cinco amigos de estupro coletivo. O crime aconteceu na boate Sio Café, na capital italiana, durante a madrugada do dia 22.
Na época dos fatos, o atacante atuava pelo Milan, clube tradicional do futebol italiano. A vítima relatou que o grupo a embriagou antes de cometer o abuso sexual. As investigações italianas comprovaram as acusações.
Condenação confirmada em 2022
A Corte de Cassação de Roma rejeitou o último recurso apresentado pela defesa do ex-atleta. A decisão tornou a sentença definitiva e sem possibilidade de apelação.
O Brasil não extradita cidadãos brasileiros, mas pode executar sentenças estrangeiras. Em março de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) validou a condenação italiana em território nacional.
O STJ determinou que Robinho cumpra os nove anos de prisão no Brasil. Desde então, o ex-jogador permanece detido em São Paulo.
A Seleção Brasileira convocou o atacante diversas vezes ao longo de sua carreira. O atleta defendeu clubes importantes como Santos, Real Madrid e Manchester City.
A condenação encerrou definitivamente a trajetória do jogador no futebol profissional.
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