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"CAFETINA DO NOSSO CORPO"

Famosas revelam arrependimento após capas da Playboy

Joana Prado, Carla Perez e outras artistas que marcaram época na TV reavaliam decisão anos depois

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Imagem ilustrativa da notícia Famosas revelam arrependimento após capas da Playboy camera Enquanto muitas guardam lembranças positivas, outras hoje enxergam os ensaios como experiências das quais se arrependem. | Reprodução

Durante décadas, a edição brasileira da revista Playboy ocupou um espaço central no entretenimento nacional, tornando-se vitrine para algumas das mulheres mais populares da televisão. Estampar a capa da publicação era visto como símbolo de sucesso, projeção e consagração da imagem pública, especialmente entre artistas em ascensão ou no auge da fama.

Contudo, com o passar do tempo parte dessas mulheres passou a reavaliar a experiência. Se antes o ensaio nu representava reconhecimento e liberdade, hoje algumas ex-capas afirmam enxergar a decisão com arrependimento, seja por mudanças pessoais, religiosas ou profissionais.

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Joana Prado

Conhecida nacionalmente como a Feiticeira, personagem do programa H, da Band, Joana Prado protagonizou três capas da Playboy e quebrou recordes de venda. Anos depois, passou a afirmar que se arrepende de ter posado nua.

"Claro que eu me arrependi", afirmou em 2022, no podcast de Karina Bacchi. "Eu tive que passar por aquilo para eu ter o entendimento e daí eu ter o arrependimento. Me arrependi da minha época da Feiticeira porque o arrependimento significa mudança de atitude e de pensamento, para daí ter o entendimento que é fazer e seguir tudo o que Jesus nos ensinou", revelou.

Atualmente, Joana vive nos Estados Unidos com o marido, o lutador Vitor Belfort, e os filhos. Após se converter ao cristianismo, passou a se dedicar à produção de conteúdos religiosos nas redes sociais.

Carla Perez

Ícone dos anos 1990 à frente do grupo É o Tchan, Carla Perez também liderou as vendas da revista. Convertida à fé cristã, ela falou sobre o arrependimento em entrevista ao site Ego, em 2008.

"Depois que me tornei uma mulher de Deus, me arrependi de muita coisa que fiz. Na verdade, me arrependo por não ter a consciência cristã antes. Me arrependo, por exemplo, de ter posado para a Playboy", declarou. Assim como Joana Prado, Carla vive atualmente nos Estados Unidos.

Suzana Alves

Revelada também no programa H, Suzana Alves tornou-se uma das maiores recordistas de venda da Playboy. Com o passar dos anos, passou a tratar o ensaio com desconforto. Em 2022, afirmou que recusou o convite da revista três vezes antes de aceitar.

"Eu tenho vergonha, porque o nu é muito sagrado", declarou ao comentar como vê hoje a decisão tomada no passado.

Alessandra Scatena

Ex-assistente de palco de Gugu Liberato, Alessandra Scatena estampou a capa da revista em 1997. Após a conversão religiosa, ela passou a classificar o ensaio como um erro.

"Me arrependo, sim, quando me converti, mas, principalmente agora. Envergonhada. Senhor, eu me envergonho, me arrependo de tudo aquilo que eu fiz, que eu achava, até então, e muitas pessoas pensam assim, que não tinha mal nenhum", afirmou. Segundo ela, o pedido de perdão trouxe alívio emocional. "Um vaso novo eu sou. Agora é orar e vigiar", disse.

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Carla Marins

A atriz Carla Marins, que voltou recentemente às novelas da Globo em Três Graças, foi capa da Playboy em 1992. Em entrevista ao jornal O Globo, ela afirmou que o ensaio acabou limitando a trajetória profissional dela, já que, à época, seguia o que chamou de “cartilha da musa sexy”.

"Posei para a Playboy, por exemplo, e hoje em dia eu acho um absurdo. Eu costumo dizer para o meu filho, de 13 anos: 'Na década de 1990, a gente [mulheres] entendeu ser objeto e virou cafetina do nosso corpo'", disse.

Karina Bacchi

Destaque em novelas da Globo nos anos 2000, Karina Bacchi estrelou a edição especial de Natal da revista em 2006. Atualmente escritora e produtora de conteúdo cristão, ela já se referiu ao ensaio de forma crítica.

"Eu vejo a minha Playboy e eu tenho tanto nojo. O mal trabalhou de um jeito ali... Olha que sem noção, olha que ridícula. O meu [ensaio] foi especial de Natal. Nascimento de Jesus, que absurdo. Com 'chapéuzinho' de Mamãe Noel. Eu tenho nojo, tenho raiva desse momento", afirmou em 2022.

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