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Atriz de Mulher-Maravilha deixa Hollywood para se tornar "doula da morte"

Conhecida por trabalhos no cinema e na TV, atriz encontrou na psicoterapia um caminho para trabalhar com o luto e acolher pessoas no fim da vida.

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Imagem ilustrativa da notícia Atriz de Mulher-Maravilha deixa Hollywood para se tornar "doula da morte" camera Em entrevista ao programa The Morning, Gabriella contou que começou a explorar o tema durante uma formação em psicoterapia. | Reprodução/@_gabriellawilde_

Conhecida por trabalhos no cinema e na televisão, a atriz Gabriella Wilde, que estrelou no filme "Mulher-Maravilha", decidiu direcionar sua carreira para uma área bem diferente do entretenimento. A artista passou a atuar como doula da morte, profissional que oferece apoio emocional e acolhimento a pessoas que estão no fim da vida, além de auxiliar seus familiares durante esse período delicado.

A mudança de trajetória surgiu a partir de um interesse pessoal pelo luto e pela maneira como a sociedade encara a mortalidade. Em entrevista ao programa The Morning, Gabriella contou que começou a explorar o tema durante uma formação em psicoterapia, experiência que despertou seu desejo de compreender melhor a relação das pessoas com a morte.

“Rapidamente, passei a me interessar pela nossa relação com o luto e, consequentemente, com a própria mortalidade. E logo percebi o quão pouco falamos sobre esse assunto”, relatou a atriz.

Nova profissão transformou sua visão sobre a vida

A experiência como doula da morte também provocou mudanças na maneira como Gabriella enxerga a própria existência. Segundo ela, acompanhar pessoas em seus momentos finais ampliou sua compreensão sobre o processo de morrer e sobre os sentimentos envolvidos na despedida.

A atriz afirmou que o trabalho teve um impacto profundo em sua perspectiva de vida, influenciando até mesmo a forma como passou a encarar o cotidiano.

“Ele não apenas transformou minha compreensão sobre a morte, o processo de morrer e o luto, mas também mudou a minha relação com a minha própria vida, a forma como vivo. Foi algo que realmente me transformou”, contou.

A importância de oferecer acolhimento

No começo da nova jornada, Gabriella revelou ter enfrentado inseguranças sobre sua capacidade de exercer a função, sentimento que descreveu como uma espécie de síndrome do impostor. Com o tempo, porém, compreendeu que o papel da doula da morte não está necessariamente em encontrar respostas ou mudar o curso dos acontecimentos.

Para ela, uma das principais contribuições desse acompanhamento é oferecer uma presença tranquila e respeitosa, tanto para quem está morrendo quanto para os familiares que enfrentam a despedida.

A atriz explicou que pequenos gestos podem fazer diferença nesse momento, como permanecer ao lado de alguém, oferecer conforto ou simplesmente segurar sua mão.

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“Trata-se apenas de oferecer um apoio calmo e gentil à família ou à pessoa, e isso pode ser algo tão simples quanto estar presente e segurar a mão de alguém para que essa pessoa não se sinta sozinha”, afirmou.

Ao trocar o ritmo da indústria audiovisual por uma atividade voltada ao cuidado humano, Gabriella Wilde passou a dedicar parte de sua trajetória a um tema que ainda costuma ser cercado de silêncio e desconforto: a morte e a importância de atravessar esse processo com dignidade e acolhimento.

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