Edward Kenway continua no centro de tudo da Ubisoft. Foi justamente a força do protagonista e o carinho da comunidade pelo clássico de 2013 que fizeram a desenvolvedora tratar Assassin’s Creed Black Flag Resynced como algo maior do que um simples remake visual.
Em entrevista ao MeuPlayStation, os diretores Paul Fu e Richard Knight explicaram que a proposta do projeto é modernizar a experiência original sem descaracterizar aquilo que transformou Black Flag em um dos jogos mais queridos da franquia.
Conteúdo Relacionado:
- Assassin’s Creed Black Flag Resynced dispara nas pré-vendas
- Novo jogo do 007 estreia voando alto no Metacritic
- Após nova expansão, The Witcher III fará live de Blood and Wine
- Songs of the Past: nova expansão de The Witcher 3 é anunciada
"Nossa abordagem está no nome 'Resynced', nosso objetivo não era apenas refazer Black Flag, mas modernizá-lo como o próximo Assassin’s Creed após Shadows. O jogo original ainda está disponível e ainda faz parte do cânone, mas Resynced também faz, e isso nos abriu as portas para analisarmos recursos e melhorias que faziam sentido para os dias de hoje", destacou.

A ideia da Ubisoft é atualizar sistemas inteiros de gameplay, mas mantendo o mesmo espírito de aventura pirata que marcou o título original. Segundo os desenvolvedores, o remake adicionará novas possibilidades táticas, melhorias de combate e pequenas funções pedidas há anos pelos fãs.
Entre elas, estará a opção de alternar o capuz de Edward em tempo real. Já no combate, o jogo terá novas ações corpo a corpo e mudanças na utilização da Jackdaw, ou o Gralha, navio que faz parte da nossa jornada no game.
"Um dos pilares centrais de Resynced foi o próprio Edward. Nosso foco esteve totalmente voltado para recontar a história de Edward, modernizada para 2026. Isso significou manter fidelidade ao jogo original, mas também expandi-lo e atualizá-lo de maneiras que reforçassem o espírito da obra sem desviá-la para outra direção. Algumas dessas mudanças são sutis, como a possibilidade de escolher uma canção marítima ou alternar o capuz, enquanto outras envolvem novas opções táticas, como o golpe de varredura e chute no combate corpo a corpo, além dos modos alternativos de armamento da Jackdaw", ressaltou.

Além das melhorias já conhecidas, Black Flag Resynced também terá novas missões e expandirá pequenos detalhes da narrativa original. A Ubisoft deixou claro, porém, que não pretende alterar os acontecimentos centrais da campanha de Edward Kenway.
Outro ponto citado pelos diretores foi a reformulação do sistema de combate. Segundo Paul Fu, essa acabou sendo uma das partes mais difíceis do desenvolvimento, principalmente porque a equipe queria fugir da fórmula mais RPG adotada nos Assassin’s Creed recentes.
"Um dos maiores desafios em Resynced foi, sem dúvida, o combate. A Ubisoft Singapore tem muita experiência na produção de conteúdo narrativo de qualidade, além de sistemas navais, mas sistemas de luta ainda são algo relativamente novo para nós. Era importante preservar o espírito do combate baseado em aparar golpes e finalizar inimigos do jogo original, mas também elevá-lo a outro nível. Por isso, desde o início nos afastamos de um sistema focado em DPS e passamos a priorizar uma abordagem mais determinística e baseada no fluxo natural do combate", explicou.

A fala ajuda a reforçar uma das principais promessas do remake: trazer de volta a sensação clássica de Black Flag, mas com movimentação, combate e fluidez adaptados para a nova geração.
Anunciado nas últimas semanas, Assassin’s Creed Black Flag Resynced chega em 9 de julho para PS5, Xbox Series X|S e PC. A pré-venda está acontecendo e os números já agradam a Ubisoft.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar