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"O Brega é preto", diz músico paraense sobre origem do ritmo

Arthur da Silva, artista popular paraense, fala sobre sua carreira na música e as suas referências musicais para compor um álbum que mistura brega e soul.

sexta-feira, 03/12/2021, 10:27 - Atualizado em 03/12/2021, 10:26 - Autor: Isis Bem/ Assessoria


Imagem ilustrativa da notícia "O Brega é preto", diz músico paraense sobre origem do ritmo
| Tuyuka Lara

É através de canções contagiantes, com um ritmo bem regionalista, que Arthur da Silva vem ganhando espaço no universo musical. Dono de uma voz marcante, o paraense de 23 anos, conta a história de Belém através da mistura de ritmos. Brega, Soul Music e várias outras referências compõem seu trabalho e fazem alusão à música negra, que por muito tempo foi negligenciada e marginalizada pela sociedade.

Em entrevista sobre o lançamento do seu novo EP o Tese Brega-Soul, Arthur afirma que “Eu considero a música Preta como um norte para mim, a música afrodiaspórica é uma música muito rica, e deve ser celebrada”, explica. Deste modo, cercado por esses referenciais que o artista tem alcançado lugares de destaque dentro do atual cenário da musica popular paraense.

Trajetória

O Rap foi à porta de entrada para sua veia musical, fã de Racionais, Arthur flertou inicialmente com o gênero, no entanto foi em 2012 que o violão começou a fazer parte de sua vida. 

“Eu aprendi a tocar violão e tudo mais, me enturmei com a galera do centro espírita que eu frequentava. Só que óbvio que eu não ia só tocar músicas espíritas. Eu queria aprender a tocar outras paradas também, queria tocar rock nacional, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Capital inicial”, conta.

 

| Tuyuka Lara
 

Em 2015, sua carreira teve o primeiro passo para profissionalismo, quando Arthur foi aprovado para estudar licenciatura em música na Universidade Federal do Pará e passou a se dedicar ao que antes era apenas um hobby.  “Eu estava indeciso entre cursar jornalismo ou música, e em 2015 eu passei no vestibular pra fazer licenciatura em música na UFPA e falei assim: então é isso, vou seguir este caminho“. Diz ele.

Nos anos seguintes o trabalho foi se consolidando cada vez mais. Já em 2016, fez a trilha sonora do espetáculo teatral Terra Preta, que contava histórias amazônicas de forma poética e política, e em 2018 formou sua banda atual e lançou o primeiro EP: “Acenei”, que segundo o artista, foi o marco para o amadurecimento de seu trabalho, “O "Acenei" marca uma fase profissional minha, ele é meu primeiro trabalho de estúdio, tem banda, tem mixagem profissional, tem masterização profissional e tal, ele envolve tudo isso”.

Tese Brega-Soul

Em 2021 Arthur lança “Tese Brega-Soul”, álbum marcante, que tem como premissa uma mistura de ritmos: o Brega, gênero que é enraizado na cultura paraense, e a Soul Music, gênero referência da musicalidade afro americana. E é através da fusão dessas influências que o artista busca exaltar a cultura negra e periférica, tanto nas referências de ritmos, como nas próprias narrativas das composições.  Como ele mesmo afirma: seu objetivo com o EP é “celebrar o que é a música negra”.

Toda essa paixão e dedicação são evidenciadas em seu trabalho, Arthur acredita que a música é uma expressão política verbal e não verbal, que ela “não é um fim, mas um meio para que o artista possa se expressar”, e acrescenta: “Busco deixar claro que o Brega é preto! Que é uma música marginalizada assim como os artistas que fizeram Soul”.

Sucesso

O “Tese Brega-Soul” está caindo no gosto do público, com músicas autorais, o EP já está alcançando 20 mil acessos no Spotify for artists, o que reforça que o artista ainda tem muito a conquistar. Quando questionado sobre projetos futuros, Arthur afirma que pretende lançar em 2022 um videoclipe e seu primeiro álbum.

Serviço

Arthur da Silva e várias outras atrações estarão se apresentando no festival Psica, que retornará ao seu padrão presencial nos dia 17 e 18 de dezembro, dado o avanço das vacinações na capital belenense e região metropolitana.


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