A derrota por 2 a 0 para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, entrou para a história da Seleção Brasileira por motivos que vão além da eliminação precoce. O resultado, no último domingo (5), consolidou uma série de marcas negativas para o Brasil, que voltou a cair nas oitavas de final pela primeira vez desde 1990, registrou sua menor posse de bola em um jogo de Mundial e ampliou um tabu histórico diante dos noruegueses.
Com o revés, a equipe comandada por Carlo Ancelotti encerrou sua participação na competição com a pior campanha em Copas do Mundo nos últimos 36 anos. Desde a eliminação para a Argentina, em 1990, o Brasil havia alcançado, no mínimo, as quartas de final em todas as edições do torneio, conquistando os títulos de 1994 e 2002, o vice-campeonato de 1998 e a semifinal em 2014.
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Outro dado que chamou a atenção foi a manutenção da invencibilidade da Noruega diante da Seleção Brasileira. Em cinco confrontos na história, os europeus somam três vitórias e dois empates, permanecendo como a única seleção que enfrentou o Brasil ao menos uma vez sem nunca ter sido derrotada. O retrospecto começou em um amistoso disputado em 1988 e inclui dois encontros em Copas do Mundo.
Em 1998, a Noruega venceu por 2 a 1 ainda na fase de grupos. Em 2026, voltou a superar os brasileiros, desta vez nas oitavas de final, eliminando a equipe do torneio. A partida também estabeleceu um recorde negativo nas estatísticas da Seleção. O Brasil terminou o confronto com apenas 34% de posse de bola, o menor índice registrado pela equipe em jogos de Copa do Mundo desde o início do levantamento desse dado, em 1966.
Números mostram baixo desempenho em campo
A marca anterior era de 40%, no empate por 1 a 1 com a Holanda, no Mundial de 1998. Apesar de finalizar mais vezes que o adversário — foram 14 chutes contra nove da Noruega —, a equipe brasileira foi menos eficiente. Os noruegueses acertaram cinco finalizações no gol, enquanto o Brasil obrigou o goleiro rival a trabalhar em apenas quatro oportunidades. O atacante Erling Haaland foi o destaque da partida ao marcar os dois gols da classificação europeia.
Com a eliminação, o Brasil encerrará a Copa do Mundo de 2026, no máximo, na nona colocação geral, repetindo o desempenho obtido em 1990. Na história da competição, apenas as campanhas de 1934 e 1966 tiveram classificação final inferior para a Seleção Brasileira.
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