Com larga rodagem no futebol e alguns momentos marcantes na carreira disputando a Série C do Brasileiro, o atacante Pipico, de 37 anos, acredita que o Paysandu está no rumo certo para chegar ao acesso à Série B de 2023. Há apenas um mês na Curuzu e com três partidas disputadas pelo Papão, o jogador não economiza elogios ao elenco bicolor, que, segundo ele, “é fantástico” e está comprometido em levar o Paysandu de volta à Segundona. Mas Pipico ressalta a característica própria da Terceira Divisão do Nacional, que a diferencia das outras séries do Brasileiro e que deve servir de alerta para os bicolores.

“A Série C é um campeonato muito difícil e a gente sabe disso. A primeira fase é um campeonato e a segunda um outro campeonato bem diferente. Primeiro a gente tem de se classificar e depois é o outro campeonato, onde é preciso fazer muito mais do que foi feito no primeiro”, aponta Pipico, que na época em que atuou no futebol pernambucano sofreu, junto com seus companheiros de clube, um revés inesperado na competição nacional, conforme recorda até hoje.

“Em 2020 a gente fez uma Série C impecável. Foi na equipe do Santa Cruz-PE. Fizemos 37 ou 40 pontos sem perder um jogo sequer e na reta final, no mata-mata, por causa de um ponto não conseguimos o nosso objetivo, que era o acesso. Isso serve de aprendizado. Isso levo de experiência na minha vida”, conta o atacante, que vê, no entanto, um ambiente favorável na Curuzu para a subida do Papão.

“É uma atmosfera espetacular. É um clube gigante e que não merece estar na Série C. Tenho certeza de que com o apoio dessa torcida fantástica a gente vai conseguir esse acesso e dar alegria ao nosso torcedor”, diz.

Como uma espécie de “vovô” entre os jogadores bicolores, o atacante revela que tem procurado repassar ensinamentos aos companheiros de clube, sobretudo aos mais jovens. “Procuro ajudar de todas as formas, dando conselhos, incentivando, motivando para que eles possam sentir isso porque vivi isso e estou voltando a viver agora”, argumenta Pipico, que mesmo ainda não tendo conseguido fazer uma grande apresentação no Paysandu, onde está há um mês, confia em dias melhores no clube.

“Tenho certeza de que serei muito feliz aqui”, confia. As apresentações discretas que teve nos três jogos que fez até aqui pelo Papão são atribuídas pelo atacante ao pouco tempo de treinamento e número reduzido de partidas. “Meu último jogo no Carioca foi no dia 15 de março e eu fiquei um mês e pouco sem jogar. Só estava treinando”, lembra. “A cada dia procuro sempre trabalhar no meu limite”, garante o jogador, como uma promessa de sucesso em breve.

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