A presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no terceiro jogo das finais da NBA, disputado nesta segunda-feira (8) no Madison Square Garden, em Nova York, gerou forte repercussão entre os torcedores. Além de ser recebido com vaias durante a execução do hino nacional americano, o republicano também provocou mudanças significativas na logística do evento, afetando milhares de fãs que foram acompanhar a partida.
Trump tornou-se o primeiro presidente norte-americano em exercício a assistir a uma partida das finais da NBA. Quando sua imagem apareceu no telão da arena durante o hino nacional, parte do público reagiu com vaias. O momento ocorreu pouco antes do início do confronto entre o New York Knicks e o San Antonio Spurs.
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A visita presidencial mobilizou um amplo esquema de segurança montado pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos e pelo Departamento de Polícia de Nova York. Horas antes da partida, barreiras foram instaladas ao redor do Madison Square Garden para restringir a circulação de veículos e pedestres na região. O cenário foi comparado por autoridades à operação realizada na Times Square durante as celebrações de Ano Novo.
Com o reforço na segurança, os torcedores precisaram enfrentar um longo percurso até a arena e passar por diversos pontos de inspeção. A recomendação oficial foi que os espectadores chegassem ao local com pelo menos duas horas de antecedência. Além da checagem dos ingressos, o público teve de passar por detectores de metal semelhantes aos utilizados em aeroportos.
As medidas também impactaram a programação preparada para os fãs do Knicks. Uma tradicional festa realizada do lado de fora da arena para acompanhar os jogos dos playoffs precisou ser cancelada. Segundo a comissária de polícia Jessica Tisch, a decisão foi tomada em conjunto com o Serviço Secreto devido à visita presidencial. Ela afirmou que o evento deverá voltar a ser realizado normalmente na próxima partida da série.
A expectativa em torno da final é grande entre os torcedores nova-iorquinos. O Knicks venceu os dois primeiros jogos da decisão e está a apenas duas vitórias de conquistar seu primeiro título da NBA desde 1973. A equipe não chegava a uma final da liga desde 1999.
A presença de Trump em grandes eventos esportivos já havia provocado situações semelhantes anteriormente. No ano passado, durante a final masculina do Aberto dos Estados Unidos de tênis, milhares de espectadores enfrentaram longas filas para entrar no complexo esportivo devido ao reforço na segurança adotado para a presença do presidente.
Dentro da quadra, os jogadores procuraram minimizar o impacto da visita presidencial. Questionado sobre a presença de Trump na arena, o pivô Mitchell Robinson afirmou que a equipe mantém o foco na partida. “Legal, eu acho. Ainda podemos entrar em quadra e jogar, independentemente de quem estiver aqui ou não”, declarou.
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Os elevados preços dos ingressos também chamaram atenção durante a série decisiva. Alguns bilhetes ultrapassaram os US$ 5 mil, valor superior ao aluguel médio mensal em Nova York. Os assentos mais próximos da quadra chegaram a custar dezenas de milhares de dólares. Diante dos preços, muitos torcedores optaram por acompanhar o jogo em bares, espaços públicos e eventos espalhados pela cidade.
Mesmo com o cancelamento da tradicional festa ao lado da arena, os fãs encontraram alternativas para assistir à partida. O evento foi transferido para o Bryant Park, localizado a alguns quarteirões do Madison Square Garden e fora da área isolada pelas autoridades. “Somos nova-iorquinos. Vamos dar um jeito de assistir ao jogo, e é isso que estamos fazendo”, afirmou o armador Jose Alvarado.
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