Cinco meses após passar por cirurgia de reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) do joelho esquerdo, o volante Matheus Vargas segue em processo de reabilitação e deu mais um passo importante rumo ao retorno aos gramados.
O jogador do Paysandu realizou uma avaliação isocinética, exame considerado fundamental para medir força muscular, identificar assimetrias e orientar com precisão as próximas etapas da recuperação.
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O procedimento faz parte do protocolo adotado após lesões graves no joelho e permite que decisões sobre carga de treino e progressão física sejam tomadas com base em dados objetivos, reduzindo riscos no retorno aos campos.
Matheus Vargas sofreu a ruptura do LCA em julho de 2025, durante uma partida contra o Amazonas, pela Série B do Campeonato Brasileiro. A lesão ocorreu em um momento delicado tanto para o atleta quanto para o clube, já que o jogador vivia a expectativa de uma transferência internacional.
Após o diagnóstico, Vargas passou por cirurgia e teve o tempo de recuperação estimado em cerca de nove meses, o que o afastou do restante da temporada de 2025. Desde então, vem sendo acompanhado de perto pelo departamento médico e de fisioterapia do Paysandu.
O episódio teve impacto direto fora de campo. O clube permaneceu sob transfer ban imposto pela FIFA desde o dia 30 de junho e contava com a venda de Matheus Vargas para quitar uma dívida com o Torreense, de Portugal, no valor aproximado de 155 mil euros, referente à contratação do lateral Keffel.
A negociação estava em andamento e os recursos seriam utilizados integralmente para regularizar a situação e liberar novas inscrições. No entanto, o plano acabou frustrado após o meia se lesionar.
Antes do jogo contra o Amazonas, no dia 23 de julho, Vargas pediu para atuar mesmo após recomendações contrárias, decisão que culminou na grave lesão. Na época, o técnico Claudinei Oliveira revelou posteriormente que o atleta insistiu em entrar em campo.
Enquanto o Paysandu tenta se reorganizar administrativamente e vive um momento de recuperação, a evolução física de Matheus Vargas segue sendo acompanhada com cautela. O clube adota critérios técnicos e avaliações periódicas para evitar recaídas e garantir que o retorno aconteça de forma segura.
Aos 29 anos, o meia soma passagens por clubes como Fortaleza, Ponte Preta, Atlético Goianiense, Juventude e Buriram United, da Tailândia. No Paysandu, disputou 35 partidas em 2025, em uma temporada marcada por instabilidade coletiva e desafios extracampo.
A expectativa é que, mantida a evolução dentro dos parâmetros clínicos e funcionais, Matheus Vargas possa iniciar a fase final de transição ao futebol nos próximos meses, sempre condicionado aos resultados das avaliações físicas e funcionais.
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