O Re-Pa voltou a expor o momento de reconstrução do Paysandu, mas também deixou sinais claros do caminho escolhido pela comissão técnica. Em um clássico intenso, disputado lance a lance, o time bicolor competiu de igual para igual, mostrou organização mesmo em cenário adverso e reforçou a identidade que Júnior Rocha tenta consolidar desde o início do trabalho.
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Após a partida, o treinador fez questão de contextualizar o desempenho dentro do clássico, afastando comparações externas e destacando que o comportamento apresentado no Re-Pa foi reflexo direto do que é trabalhado no dia a dia. Para ele, a equipe executou em campo aquilo que vinha sendo cobrado nos treinamentos.
"Minhas escalações são baseadas na performance de treinos e jogos. Hoje executamos o que trabalhamos durante a semana", afirmou Júnior Rocha, ao comentar a atuação do Paysandu no clássico.
Mesmo diante de um adversário de Série A que, teoricamente, parte em vantagem por contexto e investimento, o técnico avaliou que o Re-Pa mostrou como essas diferenças se diluem dentro das quatro linhas. Segundo ele, o futebol exige entrega, equilíbrio coletivo e cumprimento de funções, independentemente da divisão disputada.
"É normal achar que um time de Série A vai vencer um de Série C, mas nós sabemos do potencial do nosso elenco e do nosso dia a dia", destacou, reforçando que o Paysandu conseguiu equilibrar as forças no clássico.
Um dos pontos mais visíveis no Re-Pa foi a presença de atletas jovens assumindo responsabilidades em um jogo de alta pressão. Júnior Rocha tratou essa escolha como parte do projeto do clube, lembrando que a limitação orçamentária acelerou decisões, mas não reduziu o nível de cobrança interna.
"Prefiro trabalhar com meninos sonhadores, que querem aprender e se entregar, do que com jogadores cansados de serem cobrados", explicou o treinador, ao justificar a manutenção da base no time titular.
A atuação coletiva no clássico, mesmo após ajustes forçados e momentos de pressão, também foi citada como exemplo da conexão que o Paysandu busca com seu torcedor. Para Júnior, o Re-Pa evidenciou que identidade não se constrói no discurso, mas na postura demonstrada durante os 90 minutos.
"A identificação com o torcedor tem que partir do campo. Não adianta falar e não transmitir isso no jogo", pontuou.
Por fim, ao citar jovens como Brian, expulso no clássico, o técnico reconheceu os riscos naturais de apostar em atletas em formação, mas reforçou que o Re-Pa faz parte desse processo de amadurecimento coletivo e individual.
"Ele tem potencial e vai aprender com os erros. Isso faz parte da evolução e processo do desenvolvimento dele. Na próxima (expulsão) ele tenta levar alguém junto com ele e não sai sozinho (risos)", concluiu Júnior Rocha.
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