A campanha do Paysandu na primeira fase do Campeonato Paraense terminou com classificação em terceiro lugar e a sensação de que o planejamento foi cumprido dentro das limitações do elenco. Em seis partidas, o Papão somou 10 pontos, com três vitórias, um empate e duas derrotas, alcançando um aproveitamento de pouco mais de 55%. Os números ajudam a explicar o caminho percorrido por uma equipe em processo de reconstrução, marcada por ajustes constantes e aposta em jovens.
Do ponto de vista defensivo, o Papão encerrou a fase inicial como dono da defesa menos vazada da competição, ao lado do Cametá, com apenas quatro gols sofridos. O dado ganha ainda mais relevância quando observado em conjunto com o contexto: mudanças frequentes na linha defensiva, alternância de formações e a utilização de atletas oriundos da base em jogos decisivos. Mesmo assim, o sistema conseguiu manter equilíbrio, sobretudo nas partidas disputadas na Curuzu.
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No ataque, os números foram mais modestos. A equipe marcou seis gols em seis jogos, média de um gol por partida. Ítalo e Kleiton foram os principais responsáveis pelas finalizações decisivas, concentrando boa parte dos gols e das melhores avaliações individuais. Marcinho também apareceu como peça-chave, seja na construção das jogadas, seja pela presença constante entre os jogadores mais bem avaliados nas partidas.
Desempenho individual e tático do Papão
A rotatividade do elenco foi uma marca clara do Paysandu nesta primeira fase. De todos os jogadores, apenas Castro e Edilson atuaram os 540 minutos possíveis, reflexo direto da estratégia de controle físico e observação do grupo. Além disso, Henrico, Marcinho, Kleiton e Ítalo figuram entre os que mais começaram jogos como titulares, enquanto nomes como Thalyson, Kauã Hinkel e Henrique Salomoni se destacaram pelo número de entradas no decorrer das partidas. A substituição mais recorrente envolveu alterações no setor ofensivo a partir da metade do segundo tempo, evidenciando a busca por intensidade e novas soluções.
Outro dado curioso está na variação tática da equipe do técnico Júnior Rocha. O Paysandu alternou entre esquemas como o 4-3-3, o 4-4-2 e o 4-2-3-1, dependendo do adversário e do momento da competição. Essa flexibilidade, embora tenha gerado oscilações de desempenho, também permitiu testar peças e ampliar o repertório coletivo, algo considerado essencial para a sequência da temporada.
Análise final e próximos passos
Mesmo com números ofensivos discretos, o Papão mostrou competitividade em jogos grandes, como no clássico contra o Remo. A campanha revela um time ainda em construção, mas com indicadores claros de evolução defensiva, integração da base e gestão de elenco.
Classificado, o Paysandu fecha a primeira fase com dados que ajudam a entender não apenas o que foi feito até aqui, mas também os caminhos possíveis para crescer no mata-mata e, principalmente, na sequência da temporada. Nas quartas de final, o Lobo vai encarar a Tuna Luso na Curuzu, às 20h da próxima quinta-feira (19), em jogo único.
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