Esta quarta-feira, 15 de abril, pode entrar para a história do futebol nortista, mas de forma amarga para o Pará. Os dois maiores clubes da região, Paysandu e Clube do Remo, chegam pressionados à quarta rodada da Copa Norte e correm risco real de eliminação precoce.
Se os resultados não ajudarem e ambos tropeçarem, o cenário será dramático: eliminação em dose dupla e apenas o Águia de Marabá, invicto e com 100% de aproveitamento até então, representando o futebol paraense na sequência do torneio regional.
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Situação complicada no Baenão
O Remo soma quatro pontos após três rodadas. A vitória sobre o Amazonas manteve o Leão vivo, mas Águia de Marabá e Porto Velho venceram na rodada passada e dispararam na tabela, abrindo cinco pontos de vantagem.
Com duas partidas restantes, a margem de erro zerou. O confronto direto contra o Azulão Marabaense, fora de casa, pode reduzir a diferença para dois, reacendendo a disputa. Um empate, porém, encerra as chances azulinas, já que o adversário chegaria a 10 pontos e ficaria inalcançável, assim como o Porto Velho (9).

Além de fazer a própria parte, o Remo ainda precisa torcer contra o Porto Velho, que enfrenta o Amazonas. A combinação ideal passa por vitória azulina contra um adversário direto e derrota dos rondonienes
Nos critérios de desempate, o cenário também preocupa. O número de vitórias pesa, e o Remo tem duas a menos que os líderes. No saldo de gols, o Águia tem +5, o Porto Velho +6, enquanto o Leão está zerado.
Resumo da missão azulina:
- Vencer os dois jogos restantes
- Torcer para que Águia e Porto Velho somem no máximo um ponto
- Melhorar consideravelmente o saldo de gols
Pressão máxima na Curuzu
A situação do Paysandu também é delicada. Após a história goleada sofrida pelo placar de 7 a 0 para o Nacional-AM, o Papão caiu para a quinta colocação do grupo e ficou distante do G-2.
Com três pontos em três jogos, o time bicolor soma uma vitória e duas derrotas, com saldo negativo de seis gols. O novo compromisso, diante do Independência, na Curuzu, virou decisão. A vitória é obrigatória para manter qualquer chance de vaga.

Se empatar, o Lobo dependerá de uma combinação improvável de resultados e ainda precisará tirar grande diferença no saldo na rodada final.
Mesmo vencendo, o cenário segue condicionado aos resultados de Nacional-AM e Trem-AP. Caso os líderes pontuem novamente, a disputa pela vaga ficará ainda mais apertada.
Resumo da missão bicolor:
- Vencer os dois jogos restantes
- Secar os adversários diretos
- Recuperar o saldo de gols
Eliminação em dose dupla?
O risco é concreto. Caso Remo e Paysandu não consigam vencer na rodada, e os líderes confirmem o favoritismo, a quarta-feira pode marcar uma noite histórica e negativa para o futebol paraense.
A possibilidade de ver os dois gigantes do estado fora ainda na primeira fase evidencia o peso do momento. Restam 90 minutos (ou um pouco mais) para evitar um capítulo amargo. Se a matemática não ajudar, o Pará terá apenas o Águia de Marabá como representante na sequência da competição.

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