O nome Gustavo Santana Rosa passou a circular nas redes sociais digitais depois de um vídeo da final do Campeonato Paraense de Futsal Sub-8, defendendo o Clube do Remo, em que marcou cinco gols e ajudou a equipe a conquistar o título. O apelido "Gustagolll" logo ganhou força.
Por trás da repercussão e das comemorações, existe uma história que vai além das quadras. Mesmo com apenas 8 anos, Gustavo já precisou lidar com episódios de racismo, vivência que marcou a infância de forma precoce.
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Segundo a mãe, Cathya da Silva Santana, houve um período em que o menino demonstrava incômodo com a própria aparência. A conversa dentro de casa se tornou fundamental para reconstruir a autoestima e evitar que a dor se transformasse em silêncio.

Foi nesse processo que ela passou a usar referências do esporte para fortalecer o filho. Ídolos negros do futebol e do futsal viraram exemplos constantes, mostrando que talento e caráter não têm cor.
Em um desses diálogos, Gustavo surpreendeu com uma frase que hoje simboliza a caminhada: "Mãe um dia eu vou ser um jogador muito famoso e vou ganhar a bola de ouro e vou mostrar para esses racistas que a minha cor não importa", contou Cathya com exclusividade ao DOL.

Criado pela mãe, ao lado da irmã, o garoto carrega valores que ultrapassam o placar. Humildade, respeito e determinação são ensinamentos presentes no dia a dia e refletidos dentro de quadra.
O futsal, para Gustavo, deixou de ser apenas um jogo. Virou resposta, abrigo e combustível para sonhar, transformando dor em motivação e cada gol em afirmação.
Confira os gols de Gustagolll
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