A importância esportiva do Campeonato Paraense foi colocada em debate pelo presidente do Clube do Remo, Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão. Em entrevista ao É Sal Podcast | com Valmir Rodrigues, da Rádio Clube do Pará, o dirigente foi direto ao avaliar o impacto financeiro da competição para os grandes clubes do estado.
Para Tonhão, o peso do estadual passa quase exclusivamente pela rivalidade com o Paysandu, especialmente nos dias do Clásssico Rei da Amazônia. Segundo ele, fora desse contexto, o retorno econômico é praticamente inexistente para o Leão Azul.
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"Sinceramente? Vale só pela rivalidade. Temos que considerar o Re-Pa. O resto é praticamente um 0 a 0 (nem lucro e nem déficit) e o resto até pagando para jogar", destacou.
A análise expõe uma realidade recorrente no futebol do Norte, onde os clubes enfrentam dificuldades para transformar os campeonatos estaduais em produtos financeiramente atrativos. Tonhão apontou a falta de patrocínios robustos como um dos principais entraves para que o Parazão alcance um patamar semelhante ao de outros estados.
"Temos que entender que infelizmente precisamos conseguir - e o presidente Ricardo (Gluck Paul) tem se esforçado para isso - patrocínios para fazer um Campeonato Paraense interessante como é o Paulista, Goiano, Cearense", pontuou.
O presidente também relacionou o cenário à estrutura econômica do Pará. Para o mandatário azulino, a escassez de grandes indústrias limita o apoio ao futebol local. Ainda assim, reforçou que o Filho da Glória e do Triunfo exerce um papel estratégico na promoção do estado.
"Infelizmente, talvez até pela falta de indústrias, temos essa dificuldade e apoio. O Remo está difugando todo o estado do Pará de uma maneira positiva e global", ressaltou.

Na visão do dirigente, investir no futebol paraense vai além da paixão esportiva e deve ser encarado como uma ação de marketing com retorno mensurável para as empresas.
"As empresas precisam olhar para esse lado e investir no futebol. Há contrapartidas, mas acho que se olharmos pelo ângulo do investimento, tem um bom retorno", finalizou.
Enquanto o debate sobre o estadual ganha força, o Remo já se prepara para um calendário intenso em 2026. A temporada começa oficialmente no dia 18 de janeiro, com a final da Supercopa Grão-Pará, diante do Águia de Marabá, às 17h, no Mangueirão.
Pelo Campeonato Paraense, o Leão Azul estreia no dia 24 de janeiro, às 16h, contra o Bragantino, também no principal estádio do estado. Mas o grande marco do ano será a volta à elite nacional.
A estreia na Série A do Campeonato Brasileiro, prevista para os dias 28 ou 29 de janeiro, contra o Vitória, no Barradão, em Salvador, já provoca reflexos fora de campo. O retorno à primeira divisão tem impulsionado o crescimento do quadro de sócios e reforçado o momento de mobilização da torcida azulina.
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