A passagem de Marcos Braz pelo futebol do Clube do Remo chegou ao fim em meio a um cenário de transição nos bastidores, poucos dias antes da estreia azulina na Série A do Campeonato Brasileiro. Contratado no meio da temporada de 2025 para substituir Sérgio Papellin e reorganizar o departamento, o dirigente assumiu com a missão de acelerar resultados e reconstruir o elenco.
A resposta veio rapidamente dentro de campo. Com mudanças no grupo e novas contratações, o Remo ganhou força na Série B e garantiu o retorno à elite nacional depois de mais de três décadas. O acesso se tornou o principal marco esportivo da gestão do cartola à frente do Filho da Glória e do Triunfo.
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Longe dos holofotes, o ambiente foi de constante pressão. Divergências com membros da diretoria marcaram o período, especialmente em decisões ligadas ao comando técnico. A permanência de António Oliveira, mesmo sob críticas, gerou desgaste interno até a posterior chegada de Guto Ferreira.

Com o fim da temporada, novos ruídos apareceram no planejamento para 2026. Parte das movimentações no mercado não agradou a todos os dirigentes e vice e versa, o que ampliou o distanciamento entre Braz e a cúpula azulina.
Nos corredores do Baenão, segundo apuração do DOL, uma série de decisões envolvendo reforços passou a gerar incômodo e ampliar o clima de tensão. Uma das situações mais citadas internamente foi a negociação pelo volante Zé Welison, que teria envolvido cifras consideradas altas para o atual momento do clube.
Segundo apurações, o acordo girava em torno de R$ 500 mil por dois anos de contrato, com salário superior ao que o jogador recebia no Fortaleza, o que provocou resistência do então executivo. O episódio teria sido visto como um ponto de ruptura no alinhamento entre as partes.
Outro caso que gerou desconforto foi a tentativa de contratação do goleiro André Moreira. Pessoas ligadas ao departamento de futebol apontam que Marcos Braz defendia condições contratuais diferentes das que foram autorizadas pela diretoria, o que acabou inviabilizando o acerto e causando novo atrito nos bastidores.
Com o acúmulo de divergências e a percepção de que os impasses não cessariam, a saída de Braz passou a ser tratada como o caminho mais provável para encerrar o desgaste interno que vinha se arrastando desde o fim da temporada passada.
Mesmo com vínculo previsto até dezembro, não houve acordo para renovação. O executivo seguiu atuando informalmente até o fim de janeiro, quando a saída foi oficializada em consenso entre as partes.
Outro ponto de destaque foi o investimento fora das quatro linhas. Obras no Baenão e no Centro de Treinamento foram retomadas, com foco em modernização e melhoria da rotina dos atletas, um dos pilares defendidos por Braz desde a chegada ao clube remista.
Com a saída definida, o Remo anunciou Cadu Furtado como responsável interino pelo futebol, enquanto busca um novo nome para o cargo em definitivo. Nas redes sociais, Braz se despediu da torcida com uma mensagem de agradecimento, ressaltando o orgulho pelo acesso e afirmando que seguirá torcendo pelo clube.
Agora, o dirigente já começa a ser especulado em novos destinos. Marcos Braz aparece como um dos nomes cogitados nos bastidores do São Paulo, que avalia mudanças na estrutura de futebol para esta temporada.
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