A vitória por 3 a 0 sobre o Águia de Marabá, na noite da última quinta-feira (5), no Estádio Baenão, encerrou uma sequência de três partidas sem vitórias do Clube do Remo na temporada. Antes do triunfo, o Leão Azul havia sido derrotado pelo Vitória, pelo Campeonato Brasileiro, e empatado com São Francisco, pelo Campeonato Paraense, e Mirassol, também pela competição nacional.
Com triunfo alcançado diante de seis mil torcedores do Baenão, o time azul marinho alcançou a liderança do Parazão, com sete pontos depois de ter conquistado duas vitórias e um empate. Apesar do bom momento na tabela, o torcedor azulino segue questionando as escolhas do técnico Juan Carlos Osório sobretudo nas alterações de posicionamento feitas ao longo das partidas e até mesmo na escalação inicial.
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Em coletiva após a partida, Osorio afirmou compreender a visão do torcedor, mas reforçou que suas decisões são pautadas na gestão do elenco e no aspecto físico dos atletas. “Eu vejo o que o torcedor vê, mas não posso pensar como o torcedor. Tenho um elenco largo e quero reduzir, todos precisam ter oportunidade. Preferi proteger atletas que ainda não estão no topo físico, mas vão estar. Vai dar certo, como se diz aqui”, declarou.
Segundo o treinador, a tendência é que o grupo passe por uma redução nas próximas semanas. A medida irá permitir maior controle da preparação física e melhor organização dos treinamentos. “Da próxima semana em diante, o elenco vai ser reduzido e, com os dias, vai melhorar a condição atlética de todos os nossos atletas. Vamos focar nos 25, 30 jogadores e, com eles, vamos participar e competir todo o torneio”, completou.
Busca por formação ideal
Osorio citou decisões individuais e usou como exemplo citados o atacante Alef Manga, que ainda readquire ritmo ideal após um longo período sem atuar por 90 minutos. “Controlamos o jogo com o melhor onze, mas perdemos o controle pela parte física. O Manga vinha de quatro meses sem jogar um jogo inteiro, fez muitos sprints, é normal cansar, e é preciso cuidar para não machucar”, explicou ao justificar a substituição.
Além disso, Osorio comentou o processo de adaptação de jogadores recém-chegados ao clube, como Vitor Bueno e Zé Ricardo. “Quem entra tem que estar no mesmo nível. Vitor Bueno e Zé Ricardo vêm de uma liga com intensidade menor, o ritmo foi muito alto. O Picco sentiu um incômodo e achou melhor se resguardar. Dei oportunidade para Catarozzi e Zé Welison, que vão contribuir com o time”, ponderou.
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