O Estádio Banpará Baenão não deve receber mais partidas do Clube do Remo pela Série A do Campeonato Brasileiro de 2026. A mudança de cenário ocorre após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definir que todos os jogos da competição serão disputados apenas em estádios equipados com o sistema de impedimento semiautomático.
No Pará, o único estádio em que a tecnologia foi instalada é o Mangueirão, e a princípio será o único do estado a contar com o sistema, segundo informação confirmada pelo DOL. A medida praticamente encerra a possibilidade do Leão voltar a atuar em seu estádio na elite nacional nesta temporada.
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A decisão da CBF, informada pelo ge.com, vem no momento em que a entidade intensifica a implantação do novo sistema, que utiliza 27 celulares de última geração para identificar automaticamente as posições dos jogadores e auxiliar a equipe do VAR nas marcações de impedimento. A tecnologia já é utilizada em grandes competições internacionais e tem como objetivo reduzir o tempo de revisão dos lances e aumentar a precisão das decisões.
Como parte da preparação, o Remo participou na quarta-feira (15) de um treinamento especial no Mangueirão. Os atletas realizaram um coletivo utilizando uniformes numerados para que a CBF e a empresa Genius Sports, responsável pela implementação da tecnologia, pudessem validar o funcionamento do sistema em condições reais de jogo.
Durante os testes foram avaliados itens como conectividade de rede, funcionamento das câmeras, calibração dos equipamentos, qualidade do sinal de internet e todo o fluxo operacional necessário para a utilização do impedimento semiautomático nas partidas oficiais.
Baenão teve apenas um jogo na Série A
Inicialmente, o Baenão chegou a ser confirmado para receber duas partidas do Remo na Série A. A primeira ocorreu no dia 25 de abril, quando o Leão foi derrotado por 1 a 0 pelo Cruzeiro, em confronto válido pela 13ª rodada do Brasileirão.
Posteriormente, a CBF também confirmou o duelo entre Remo e São Paulo, pela 18ª rodada, no estádio azulino. A mudança havia sido motivada por um show do grupo Menos é Mais, marcado para o Mangueirão na mesma data.
Porém, dias depois, a própria entidade alterou novamente a tabela. A partida passou para o dia 31 de maio, no Mangueirão, atendendo a um pedido do clube após ajustes no calendário de eventos do estádio estadual.
Com a adoção obrigatória do impedimento semiautomático, a tendência é que o confronto contra o Cruzeiro permaneça como o único jogo da Série A de 2026 disputado no Baenão. E, como o Mangueirão também é palco de eventos e shows, caso haja novamente datas iguais a partidas do Leão Azul, os azulinos deverão buscar um estádio fora do Pará e que tenha a tecnologia do impedimento semiautomático para mandar o jogo, visto que, até o momento, não há previsão de que o impedimento semiautomático seja instalado no Baenão.
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Situação semelhante acontece com Palmeiras e São Paulo. Os alviverdes, que frequentemente não podem jogar no Nubank Parque devido a shows, decidiram por conta própria instalar o sistema na Arena Crefisa Barueri, sua casa alternativa.
O DOL entrou em contato com o Clube do Remo sobre a possibilidade da CBF ou do próprio clube realizar a instalação do sistema no Baenão, mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem.
Mas, com a exigência da CBF, qualquer clube da Série A que precise realizar partidas fora de seu estádio habitual deverá escolher uma arena já equipada com o sistema. No caso do Remo, isso significa que o Mangueirão seguirá concentrando todos os compromissos restantes do Leão como mandante na competição.

Como funciona a tecnologia?
O sistema utiliza diversas câmeras instaladas ao redor do estádio para acompanhar, em tempo real, a posição da bola e dos atletas. A tecnologia identifica automaticamente o momento exato do passe e aponta uma eventual posição irregular do atacante.
As informações são enviadas à cabine do VAR, que valida a análise antes de encaminhar a decisão ao árbitro de campo. Apesar do auxílio tecnológico, a palavra final continua sendo da arbitragem.
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