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ANÁLISE

Remo tem domínio, mas vive a contradição da conta que não fecha

Leão teve 32 finalizações, controlou o jogo e criou chances, mas eficiência do Coritiba pesou na derrota por 3 a 2.

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Imagem ilustrativa da notícia Remo tem domínio, mas vive a contradição da conta que não fecha camera O Clube do Remo não foi mal, mas pecou no principal; veja a análise! | Coritiba/Divulgação

O Clube do Remo teve domínio, criou oportunidades e controlou boa parte da partida contra o Coritiba, mas viveu no Mangueirão a contradição de quem produz muito e não consegue transformar isso em resultado. Na noite da da segunda-feira (31/08), o Leão perdeu por 3 a 2 e viu a conta não fechar mesmo depois de uma atuação ofensiva consistente.

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A equipe azulina teve 61% de posse de bola, 32 finalizações e oito escanteios, além de passar boa parte da partida instalada no campo ofensivo. O problema é que todo esse domínio produziu apenas dois gols, enquanto o Coritiba precisou de 11 chutes para marcar três vezes.

⚽ O problema não foi criar

Se havia uma cobrança recorrente sobre o Filho da Glória e do Triunfo, ela não era exatamente por falta de produção. O time finalizou quase três vezes mais que o adversário e conseguiu levar 20 bolas para dentro da área do Coxa.

O Leão Azul também acumulou 36 ações com a bola na área adversária, contra apenas 14 do Coxa. Ou seja: conseguiu chegar, rondar a defesa e encontrar espaços. Faltou transformar essa superioridade em vantagem no placar.

📦 Números que explicam o jogo

  • 🦁 Remo: 32 finalizações
  • 🟢 Coritiba: 11 finalizações
  • 🦁 Posse: 61%
  • 🟢 Posse: 39%
  • 🦁 Finalizações dentro da área: 20
  • 🟢 Finalizações dentro da área: 7

🎯 O detalhe que decidiu

O Clube de Periçá criou três grandes chances durante a partida e desperdiçou duas. O Coritiba também teve três oportunidades claras, mas foi mais eficiente: marcou duas delas.

É justamente aí que aparece a principal explicação para o resultado. O Leão construiu o cenário para vencer, mas não teve a mesma precisão na hora de concluir. Em um campeonato equilibrado, esse tipo de desperdício custa caro.

🎯 Galeano simboliza o desperdício

Se o Remo criou o suficiente para vencer, Galeano foi um dos jogadores que mais sentiu o peso da falta de eficiência. O atacante terminou a partida com seis finalizações, mas apenas uma acertou o gol.

A nota 6,8 reflete uma atuação de muita participação, mas pouca efetividade no momento decisivo. O paraguaio ainda teve dois chutes bloqueados e acumulou 12 perdas de posse.

🧤 Morisco segurou o Coritiba

Se o placar terminou favorável aos visitantes, o goleiro Pedro Morisco teve participação importante. Ele realizou cinco defesas, todas em finalizações que poderiam ter mudado o rumo do confronto. Ele terminou com nota 8,5.

O desempenho explica também a avaliação superior recebida pelo goleiro do Coxa. O Remo chutou bastante, mas encontrou um adversário capaz de sobreviver à pressão e aproveitar melhor as oportunidades que apareceram do outro lado.

⭐ Zé Ricardo foi o destaque azulino

No meio de uma noite frustrante para o torcedor, Zé Ricardo foi o jogador mais bem avaliado do Remo, com nota 7,7. E não apenas pelo gol que marcou aos 61 minutos.

O volante que joga mais adiantado finalizou cinco vezes, acertou 43 dos 50 passes que tentou, criou uma grande chance e ainda distribuiu quatro passes decisivos. Foi um dos principais responsáveis por transformar a posse de bola em perigo.

🛡️ Tchamba também merece destaque

Outro nome que se destacou foi Duplexe Tchamba, com 7,4. O zagueiro voltou a apresentar segurança e ainda participou diretamente do segundo gol azulino, com uma assistência.

Além disso, Tchamba venceu os quatro duelos pelo chão que disputou, teve dois desarmes, fez duas interceptações e terminou com 92% de acerto nos passes. Foi a atuação mais consistentes da defesa.

🔥 Taliari e Pikachu aparecem bem

Gabriel Taliari também recebeu 7,4, enquanto Yago Pikachu ficou com 6,9. Taliari participou de um ataque que conseguiu incomodar a defesa adversária, enquanto Pikachu marcou o primeiro gol do Remo e teve presença constante no setor ofensivo.

A diferença é que, apesar da participação dos principais jogadores, o Remo não conseguiu transformar a quantidade de ataques em uma vantagem confortável. O time precisou correr atrás do resultado até o fim.

❌ O erro que não pode se repetir

A estatística mais preocupante não está apenas no ataque. O Coritiba finalizou 11 vezes e marcou três gols, aproveitando falhas e momentos de desatenção do Leão Azul de Antônio Baena.

A equipe azulina teve mais volume, mas permitiu que o adversário fosse extremamente eficiente. Quando um time domina territorialmente e ainda assim sofre três gols em casa, existe uma conta defensiva que também precisa ser analisada.

📦 Eficiência

  • 🦁 Remo: 32 chutes → 2 gols
  • 🟢 Coritiba: 11 chutes → 3 gols

Domínio sem eficiência não garante três pontos.

📉 A sequência pesa

A derrota mantém o Remo com 23 pontos, na vice-lanterna da Série A, e aumenta a pressão sobre uma equipe que precisa urgentemente transformar boas atuações em vitórias.

Desde a retomada das competições, o Leão conseguiu apenas uma vitória, cenário que ajuda a explicar por que uma apresentação ofensivamente positiva não foi suficiente para aliviar a situação na tabela.

🚨 A distância é curta, mas o cenário preocupa

O Remo está apenas dois pontos atrás da saída da zona de rebaixamento, mas tem um problema adicional: já disputou 25 partidas, enquanto alguns concorrentes diretos ainda possuem um jogo a menos.

Isso significa que o Leão não pode se contentar com atuações competitivas. A margem de erro está cada vez menor, e os pontos desperdiçados em partidas como a contra o Coritiba podem fazer falta na reta final.

🦁 Atuação dá esperança; resultado acende o alerta

Existe, portanto, uma contradição importante no Remo que saiu do Mangueirão na segunda-feira. O futebol apresentado permite ao torcedor acreditar que a equipe pode competir; o resultado mostra que competir não será suficiente.

O Leão precisa manter a capacidade de criar, mas melhorar drasticamente a tomada de decisão no último terço e a concentração defensiva. Contra o Coritiba, teve volume para vencer, chances para marcar e domínio territorial. Faltou o principal: fazer a conta fechar.

⚠️ Contra o próximo rival, não basta jogar bem

O próximo compromisso será novamente no Mangueirão, contra o vice-líder Flamengo, e o Remo chega pressionado pela necessidade de pontuar. A atuação diante do Coritiba mostrou um caminho possível, mas também revelou o problema que pode determinar o futuro azulino na Série A.

Se o Leão repetir o volume ofensivo, mas continuar desperdiçando oportunidades e concedendo gols com tanta facilidade, a tabela continuará sendo implacável. Para sair do Z-4, o futebol precisa finalmente virar pontos.

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