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TIROTEIO NA RODOVIÁRIA

RJ: homem se entrega após fazer 17 reféns dentro de ônibus

O homem entrou em um ônibus em uma rodoviária e 17 pessoas ficaram reféns

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Imagem ilustrativa da notícia RJ: homem se entrega após fazer 17 reféns dentro de ônibus camera O tiroteio ocorreu por volta das 15h. | (Rerprodução)

Um homem invadiu um ônibus na Rodoviária do Rio de Janeiro, no centro da cidade, mantendo por mais de duas horas 17 reféns dentro do veículo. Outras duas pessoas foram baleadas -uma delas está em estado grave e passando por cirurgia.

Após negociações conduzidas por policiais militares, o suspeito se entregou. O veículo ia da capital fluminense para Minas Gerais.

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"O tomador de reféns está preso, todos os reféns estão libertados, seguros", disse o afirmou o porta-voz da corporação, coronel Marco Andrade, às 17h57. Ainda não há informação da identidade e da motivação do suspeito. Também não foram divulgados os nomes dos dois feridos.

A informação inicial era de que havia 18 reféns, mas o quantitativo foi alterado para 15. Depois, a PM informou serem 17 as pessoas mantidas no ônibus. A corporação afirmou que crianças e idosos estavam dentro do veículo.

Nenhuma das pessoas que estavam dentro do ônibus ficou ferida na ação.

veja o vídeo do tiroteio na rodoviária na zona portuária do Rio.

De acordo com a PM, as duas pessoas baleadas foram alvejadas fora do ônibus. Um foi atingido por três tiros e outra vítima, por estilhaços. A dinâmica da ocorrência ainda está sendo esclarecida pela polícia.

"Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) atuam nas negociações. Policiais do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), do 4º BPM (São Cristóvão) e do 5º BPM (Praça da Harmonia) intensificam o policiamento no perímetro", disse a PM.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde afirmou que um homem de 34 anos está em estado grave no Hospital Souza Aguiar, em cirurgia. Segundo o secretário Daniel Soranz, ele já recebeu seis bolsas de sangue e sofreu perfurações no tórax e no abdômen.

A rodoviária serve como base para viagens intermunicipais a partir do Rio de Janeiro. Ela fica na entrada do viaduto do Gasômetro, acesso para a ponte Rio-Niterói e a avenida Brasil.

A assessoria de imprensa da Rodoviária Novo Rio afirmou que a ocorrência se deu na plataforma central. "A referida área já foi isolada para proteção de todos os passageiros. As operações foram suspensas por determinação da autoridade policial."

De acordo com a concessionária, passageiros que tiveram suas viagens canceladas devem procurar as companhias de ônibus para remarcação sem custo.

Funcionária da empresa de viagem 1001 há três anos, Elza Silva, 59, estava na rodoviária no momento que aconteceu o crime. "Quando cheguei aqui, por volta das 15h20, escutamos barulho de tiro e tivemos que ficar aqui esperando", diz ela.

Silva relata ter ficado com medo ao ouvir os disparos. Afirma ter sido informada pelos chefes que deveria esperar a resolução do caso, para ajudar no realocamento dos clientes quando a rodoviária for reaberta.

Durante a entrevista, ela atendeu o telefone. Do outro lado da linha estava seu pai, aflito. "Tá tudo bem. Não entrei ainda. Tá tudo bem!", disse Silva.

HISTÓRICO DE SEQUESTROS DE ÔNIBUS

O Rio de Janeiro viveu situação semelhante em 2019, quando um sequestrador manteve 39 pessoas reféns durante quatro horas num ônibus na ponte Rio-Niterói. O criminoso, identificado como Willian Augusto da Silva, 20, foi morto por um atirador de elite ao descer do veículo.

O caso ficou marcado pela tentativa de uso político do episódio pelo ex-governador Wilson Witzel. Ele desceu de helicóptero na ponte e celebrou a morte do sequestrador, sendo filmado por um secretário.

Em 2009, um atirador também matou um sequestrador que mantinha uma refém em Vila Isabel (zona norte). Ele foi alvejado após uma hora de negociação, enquanto submetia uma mulher sob ameaça de uma granada.

A ação também foi alvo de exploração política. O coronel João Jacques Busnello, atirador da PM no caso, tentou, sem sucesso, ser eleito a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

A PM passou a capacitar seus agentes para atuação em sequestros após a trágica atuação da corporação no caso do ônibus 174.

Dez reféns ficaram em poder de Sandro Barbosa do Nascimento, 21, por mais de quatro horas no Jardim Botânico. Quando o sequestrador deixou o veículo, um soldado da PM se aproximou e disparou. Nascimento, então, deu três tiros e matou a refém Geísa Gonçalves, 20. Capturado ileso, o sequestrador foi asfixiado e morto por PMs.

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