Quando o silêncio da mata passa a carregar mais perguntas do que respostas, cada detalhe ganha peso decisivo. Em situações assim, o tempo se torna um adversário implacável, enquanto a esperança insiste em se manter viva entre familiares, autoridades e uma comunidade inteira que acompanha, apreensiva, cada passo das buscas.
Na última quinta-feira (15), cães farejadores indicaram o cheiro das crianças desaparecidas em um ponto próximo a uma cabana no meio da mata, reacendendo as investigações após 12 dias de buscas por Ágata, de 5 anos, e Allan, de 4. Paralelamente, as forças de segurança intensificaram as ações nas estradas da região, com vistorias em carros e motocicletas em busca de qualquer pista que possa ajudar a esclarecer o caso.
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BUSCAS COM APOIO DO EXÉRCITO E USO DE DRONES
Os cães especializados começaram a atuar ainda na tarde de quarta-feira (14) e apontaram que as crianças estiveram juntas nas proximidades da cabana mencionada por Kauan, primo dos irmãos, encontrado anteriormente por um carroceiro. A operação conta com o apoio do Exército Brasileiro e faz uso de drones para o monitoramento aéreo da área isolada, cujo acesso está restrito às equipes oficiais.
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LINHAS DE INVESTIGAÇÃO
Além das buscas terrestres, a polícia também apura outras linhas de investigação, incluindo a possibilidade de riscos naturais existentes na região de mata. A expectativa é que uma coletiva do secretário de Segurança Pública traga novas informações capazes de lançar luz sobre o desaparecimento das crianças.
O caso segue causando comoção em Bacabal. Ágata e Allan brincavam em uma área de mata quando desapareceram. O primo, que estava com eles no momento, também ficou desaparecido, mas foi localizado com vida dias depois, aumentando ainda mais o mistério em torno do paradeiro dos irmãos.
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