Milhões de estudantes se preparam e fizeram provas decisivas para ingressar no ensino superior no Brasil. Agora, novas fases de correção das provas estão sendo disponibilizadas de forma online.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta terça-feira (17) o espelho da redação do Exame Nacional do Ensino Médio 2025. O documento já está disponível na Página do Participante e permite que os candidatos consultem a correção detalhada de seus textos.
Por meio do espelho, os estudantes podem visualizar a pontuação obtida em cada uma das cinco competências avaliadas, além de acessar uma análise pedagógica que detalha como os corretores julgaram o desempenho em cada critério.
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Apesar da liberação das informações, alguns participantes relataram nas redes sociais possíveis inconsistências na soma das notas. Imagens compartilhadas apontam divergências entre a avaliação por competência e o resultado final apresentado.
Em um dos casos divulgados, o candidato teria alcançado desempenho máximo em determinada competência, mas recebeu 190 pontos, quando o valor total possível seria de 200. Situações semelhantes levantaram questionamentos sobre a correção.
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De acordo com o Inep, a redação do Enem é avaliada em cinco competências, cada uma com valor máximo de 200 pontos. Diferentemente das provas objetivas, corrigidas eletronicamente, o texto dissertativo-argumentativo passa pela análise de dois corretores independentes.
Quando há discrepância superior a 100 pontos na nota total ou maior que 80 pontos em alguma competência, a redação é encaminhada para um terceiro avaliador. Persistindo a diferença, a correção final fica a cargo de uma banca formada por três professores.
Entenda o sistema de correção
As provas objetivas do Enem utilizam a Teoria de Resposta ao Item (TRI), modelo que leva em consideração não apenas o número de acertos, mas também a coerência das respostas do participante.
Com isso, candidatos que acertam a mesma quantidade de questões podem obter notas diferentes. O sistema considera, por exemplo, que um estudante que acerta perguntas mais difíceis também deve acertar as mais fáceis. Caso esse padrão não seja observado, a pontuação pode ser reduzida por indícios de acerto ao acaso.
Outra característica da TRI é a ausência de uma escala fixa entre zero e mil para todas as áreas. As notas variam conforme o nível de dificuldade das questões aplicadas em cada edição do exame.
Os itens que compõem a prova são selecionados a partir do Banco Nacional de Itens, um acervo constantemente atualizado. Antes de serem aplicadas, as questões passam por testes com grupos de estudantes e são classificadas de acordo com o grau de dificuldade.
Após a leitura dos cartões-resposta e a conclusão da correção das redações, o Inep consolida os dados e disponibiliza o boletim de desempenho individual na Página do Participante.
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