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PERÍCIA

Laudo aponta relação sexual antes de morte da PM Gisele Alves

Exame contradiz versão de tenente-coronel indiciado por feminicídio.

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Imagem ilustrativa da notícia Laudo aponta relação sexual antes de morte da PM Gisele Alves camera Gisele foi morta com um tiro na cabeça. | Reprodução/Redes Sociais

A morte da policial militar Gisele Alves Santana ainda causa revolta na população e o caso ganhou mais um episódio por conta de investigação, que aponta o viúvo da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, como principal suspeito.

A perícia realizada no corpo da PM revelou evidências que contradizem a versão do marido sobre o crime. Ele foi indiciado por feminicídio após a morte da vítima no último mês.

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Os investigadores identificaram a presença de sêmen no canal vaginal da vítima, o que indica que ela teve relação sexual pouco tempo antes de morrer. Além disso, o material genético foi coletado para comparação de DNA com o de Geraldo.

Vale lembrar que, em todos os depoimentos prestados às autoridades, o tenente-coronel afirmou que o casamento passava por uma crise profunda.

Segundo ele, o casal dormia em quartos separados desde agosto de 2025 e não mantinha mais nenhum tipo de intimidade física. Entretanto, a perícia demonstra que essa versão pode não corresponder aos fatos.

O exame toxicológico também foi conclusivo ao apontar a ausência de álcool, drogas ou qualquer substância psicoativa no organismo da policial. Ou seja, fica comprovado que ela estava com plena consciência e sem alteração mental no momento em que foi morta com um tiro na cabeça.

Reconstituição indica luta corporal antes do disparo

A Polícia Científica de São Paulo descreveu a sequência de eventos que levou à morte da PM em quatro etapas. Primeiramente, o tenente-coronel teria abordado a vítima por trás, dentro da residência do casal na região central de São Paulo.

Em seguida, ele supostamente imobilizou Gisele e a agarrou pelas costas, enquanto ela tentava se soltar. Os peritos encontraram lesões no rosto e no pescoço da vítima que revelam detalhes importantes da agressão:

  • Marcas de pressão de dedos na parte inferior do rosto e na lateral direita do pescoço;
  • Marca superficial de unha na região do pescoço.

Essas lesões indicam que houve uma luta corporal antes do disparo fatal. Ademais, a perícia também identificou sinais compatíveis com tentativa de esganadura.

Por fim, o suspeito presumivelmente disparou a arma de fogo próximo à cabeça da PM, o que causou a morte imediata.

Defesa contesta competência da Justiça

O escritório de advocacia que representa o tenente-coronel divulgou uma nota oficial sobre o caso. Nela, os advogados contestam o decreto de prisão emitido tanto pela Justiça Militar quanto pela Justiça Comum.

Segundo a defesa, o militar colaborou com as investigações desde o início e se apresentou voluntariamente quando soube dos mandados de prisão.

Os advogados informaram que já ajuizaram uma reclamação no Superior Tribunal de Justiça contra a decisão da Justiça castrense. Além disso, estudam entrar com habeas corpus em relação ao decreto da 5ª Vara do Júri da Capital.

Contudo, o acusado permanece preso enquanto aguarda o julgamento.

A defesa também criticou a divulgação de informações sobre a vida privada do tenente-coronel. Por isso, alega que houve exposição indevida e violação de direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal.

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Entretanto, os advogados afirmaram que irão questionar juridicamente qualquer publicação que consideram prejudicial à honra do cliente.

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