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DINÂMICA DO ACIDENTE

Queda de avião em BH: veja o minuto a minuto da tragédia

Aeronave que saiu do Aeroporto da Pampulha perdeu altitude após decolagem, caiu no bairro Silveira, em Belo Horizonte, e deixou três mortos e dois feridos.

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Imagem ilustrativa da notícia Queda de avião em BH: veja o minuto a minuto da tragédia camera Monomotor que decolou do Aeroporto da Pampulha caiu após três minutos de voo e atingiu prédio, deixando mortos e feridos. | Reprodução/TV Record Minas

Em questão de minutos ou, mais precisamente, em apenas três, um voo que partia com destino a São Paulo transformou-se em tragédia no céu de Belo Horizonte. A queda de um avião monomotor no bairro Silveira, na tarde da última segunda-feira (4), escancarou a fragilidade de um trajeto curto que terminou de forma abrupta, após a aeronave percorrer cerca de 3,7 quilômetros antes de colidir com um prédio residencial.

O avião, modelo EMB-721C, decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16, com destino ao Aeroporto Campo de Marte. Poucos minutos depois, o piloto declarou emergência à torre de controle, sinalizando que algo já não seguia conforme o previsto.

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Às 12h19, a aeronave perdeu altitude rapidamente e caiu sobre o estacionamento de um edifício na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira. O impacto mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, acionadas dois minutos depois da queda.

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MINUTO A MINUTO DO ACIDENTE

A cronologia do desastre revela a rapidez com que a situação evoluiu:

  • 12h16 – O avião monomotor modelo EMB-721C decola do Aeroporto da Pampulha com destino ao Aeroporto Campo de Marte, localizado na Zona Norte da capital paulista.
  • 12h19 – A aeronave perde altitude poucos minutos após a decolagem. Registros mostram o momento em que o avião desce rapidamente, atinge um prédio na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, e cai no estacionamento do edifício.
  • 12h21 – O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais é acionado para atender a ocorrência.
  • 12h25 – A Polícia Militar de Minas Gerais isola a área, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros chegam ao local com quatro viaturas para o resgate.
  • 12h49 – Os militares confirmam a primeira morte e informam que outras quatro vítimas estão em estado grave.
  • 13h10 – A segunda morte é confirmada, e três passageiros feridos são levados para atendimento hospitalar.
  • 14h30 – A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais informa que três vítimas deram entrada no Hospital João XXIII.
  • 18h30 – É confirmada a morte de Leonardo Berganholi, que não resistiu aos ferimentos após ser socorrido.
  • 19h10 – A Defesa Civil de Belo Horizonte realiza avaliação de risco no local e determina o isolamento preventivo dos apartamentos 301 e 302 do prédio, citando condições de insalubridade e a proximidade com o estacionamento de um supermercado na área atingida.

QUEM ERAM AS VÍTIMAS

Cinco pessoas estavam a bordo no momento da queda: quatro empresários do setor de tecnologia e o piloto. Três morreram: o piloto Wellington Oliveira, de 34 anos; Fernando Souto Moreira, de 36; e Leonardo Berganholi, de 50, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Outros dois passageiros, Arthur Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida de Souza, de 53, passaram por cirurgia e permanecem em estado estável.

VIAGEM INTERROMPIDA

Antes da tragédia, o avião havia partido de Teófilo Otoni com seis ocupantes. Após pouso na Pampulha, duas pessoas desembarcaram e um novo passageiro embarcou, totalizando cinco pessoas na decolagem final.

O destino era São Paulo, mas o trajeto foi interrompido poucos minutos após o início, encerrando de forma trágica uma viagem que sequer chegou a ganhar altitude suficiente para se estabilizar.

ÁREA ISOLADA E INVESTIGAÇÃO

Após o impacto, a Defesa Civil de Belo Horizonte determinou o isolamento preventivo de unidades do prédio atingido, devido aos riscos estruturais e às condições de insalubridade no local.

As causas do acidente ainda serão investigadas pelas autoridades aeronáuticas, que devem analisar desde possíveis falhas mecânicas até fatores operacionais que levaram à rápida perda de altitude logo após a decolagem.

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