A violência no ambiente escolar tem se tornado uma preocupação crescente no Brasil, afetando diretamente estudantes, profissionais da educação e famílias. Episódios como ataques dentro de escolas evidenciam a necessidade de medidas mais eficazes de prevenção, segurança e acompanhamento psicológico, além de reforçarem o debate sobre fatores como o bullying e o acesso indevido a armas.
Na tarde desta terça-feira, um ataque a tiros deixou ao menos duas pessoas feridas em uma escola no Acre. A ocorrência foi confirmada pela Polícia Militar, que informou que um adolescente de 13 anos entrou armado no Instituto São José e efetuou disparos contra pessoas que estavam no local.
Duas funcionárias da instituição, identificadas como Raquel e Alzenir, não resistiram aos ferimentos. De acordo com informações da polícia, elas teriam tentado conter o ataque e proteger os alunos no momento da ação.
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A arma utilizada pertencia ao padrasto do adolescente. O jovem teria conseguido acesso à chave de um cofre, retirado o armamento e levado para a escola sem que a família soubesse.
Além das vítimas fatais, outras duas pessoas ficaram feridas, foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico. Segundo a Polícia Militar, nenhuma delas corre risco de morte.
Após o ataque, o adolescente foi apreendido. Há suspeitas de que ele tenha agido após sofrer bullying. O dono da arma também foi detido pelas autoridades.
Durante o ocorrido, alunos entraram em pânico, provocando correria dentro da escola. Depois dos disparos, o jovem se dirigiu a um quartel da Polícia Militar próximo à unidade e se entregou.
Segundo relatos, o estudante chegou a disparar um carregador completo de munição. Sem saber como recarregar a arma, ele a abandonou em uma escadaria antes de deixar o local.
O Governo do Acre confirmou o caso e informou, por meio de nota, que a Polícia Civil investiga as circunstâncias e motivações do crime. A Prefeitura de Rio Branco também se manifestou, prestando solidariedade às vítimas e cobrando a apuração dos fatos.
As aulas na rede estadual foram suspensas por três dias, conforme informou a Secretaria de Estado de Educação e Cultura.
O Ministério Público do Acre acompanha as investigações. O procurador-geral de Justiça designou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) para auxiliar no caso.
Em entrevista, o pai de uma aluna criticou a segurança da escola e destacou a atitude das funcionárias que morreram ao tentar proteger os estudantes. Jessé Lemos afirmou que as duas foram heroínas e cobrou respostas das autoridades.
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“Quero saber o que será feito por essas profissionais que deram a vida pelas crianças. Até quando situações como essa vão se repetir nas escolas?”, questionou.
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