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SÉRIE: SAÚDE CONECTADA

UTI conectada e o futuro da presença médica no hospital

Na prática, a chamada UTI Online integra equipamentos como ventiladores mecânicos e bombas de infusão a um sistema centralizado de monitoramento.

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Imagem ilustrativa da notícia UTI conectada e o futuro da presença médica no hospital camera Foto: Mayra Monteiro

A transformação digital já é uma realidade em diversos setores da economia, e na saúde esse movimento avança de forma acelerada. Ainda assim, o avanço da tecnologia na prática médica segue acompanhado de dúvidas e debates sobre os limites da automação e o papel do profissional de saúde em um ambiente cada vez mais conectado.

Na Hospitalar 2026, considerada um dos maiores eventos da saúde da América Latina e realizada em São Paulo, o tema ganhou destaque entre os mais de 1.200 expositores nacionais e internacionais. Entre as empresas participantes, a B. Braun apresentou um novo conceito de UTI digital, dentro da tendência da chamada “saúde conectada”.

A proposta integra dispositivos médicos e sistemas digitais para ampliar o monitoramento de pacientes em tempo real, oferecendo mais precisão na tomada de decisões clínicas e maior eficiência na gestão hospitalar. Segundo a empresa, os equipamentos já estão em funcionamento em hospitais brasileiros, reforçando a aplicação prática da tecnologia no dia a dia das unidades de saúde.

A solução reflete um movimento global impulsionado após a pandemia de Covid-19, período em que a telemedicina cresceu de forma expressiva e os prontuários eletrônicos passaram a ser amplamente adotados. Hoje, a digitalização já faz parte da rotina de grande parte das unidades de saúde, contribuindo para a redução de erros, agilização de diagnósticos e melhor comunicação entre equipes assistenciais.

Segundo a B. Braun, a solução apresentada já foi implementada em um hospital de referência em São Paulo e permite que informações clínicas sejam acessadas em tempo real por equipes médicas, dentro e fora da unidade.

Veja como funciona a UTI online:


DOL

Na prática, a chamada “UTI Online” integra equipamentos como ventiladores mecânicos e bombas de infusão a um sistema centralizado de monitoramento. A partir dele, os profissionais conseguem acompanhar continuamente o estado dos pacientes, com alertas automatizados que indicam diferentes níveis de gravidade.

Um painel visual utiliza cores para sinalizar a condição clínica dos pacientes: verde para estabilidade, amarelo para atenção e vermelho para situações críticas que exigem intervenção imediata. O sistema também pode ser acessado remotamente por dispositivos móveis, ampliando a capacidade de resposta das equipes médicas.

“A inovação na saúde vai além da tecnologia; trata-se de transformar a experiência dos pacientes e otimizar a atuação das equipes assistenciais. Com a UTI Online, unimos inteligência digital e cuidado humanizado para garantir monitoramento preciso, respostas mais ágeis e mais segurança para os pacientes”, afirmou Erik Barbosa, vice-presidente da unidade de Hospital Care da B. Braun.

Hélio Franco, médico generalista
📷 Hélio Franco, médico generalista |Reprodução

Para o médico generalista Hélio Franco, a tecnologia pode trazer benefícios importantes para a assistência hospitalar, desde que seja utilizada de forma responsável e com foco no paciente.

“Pode-se conectar toda a tecnologia possível, desde que bem avaliada no sentido de beneficiar os pacientes. O Conselho Federal de Medicina já definiu normatizações para utilização dessas inovações. A digitalização pode aumentar a segurança, garantindo medicamentos em tempo correto, nas doses adequadas, além de emitir alertas diante de alterações orgânicas com mais rapidez”, explicou.

Apesar dos avanços, o especialista ressalta que a presença humana continua indispensável dentro das unidades hospitalares.


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“É imprescindível a presença permanente da equipe, especialmente do profissional médico, realizando avaliações periódicas. Até porque é necessária a interação com o próprio paciente e com os responsáveis legais, e isso só acontece com presença humana”, destacou

Hélio Franco, médico generalista,
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A percepção também é compartilhada pela engenheira civil Mireille Santos, que vê a tecnologia como uma aliada do atendimento, mas não como substituta do cuidado humano.

“A tecnologia traz mais segurança e rapidez no monitoramento, mas acredito que ela precisa caminhar junto com a presença dos profissionais de saúde. Ela ajuda muito no acompanhamento, porém atenção, empatia e o olhar humano ainda fazem diferença no cuidado com o paciente”, afirmou.

Mireille Santos, engenheira civil
📷 Mireille Santos, engenheira civil |Reprodução

Com a expansão da saúde conectada, hospitais também passam a observar ganhos operacionais, como maior rotatividade de leitos, otimização de recursos e redução de custos, sem comprometer a qualidade do atendimento. Para especialistas, a tendência aponta para um modelo de assistência cada vez mais integrado, em que tecnologia e cuidado humanizado atuam de forma complementar na rotina hospitalar.

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