O avanço de investigações envolvendo a aplicação de recursos públicos voltou a colocar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no centro de uma nova ofensiva policial. Nesta terça-feira (26), a Polícia Federal deflagrou mais uma operação para apurar suspeitas de irregularidades na destinação de bilhões de reais do fundo previdenciário dos servidores estaduais para investimentos ligados ao Banco Master.
A ação representa a segunda investida da Polícia Federal contra o ex-governador em um intervalo de apenas 11 dias.
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Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Um dos mandados foi executado na residência de Cláudio Castro, localizada em uma cobertura em condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.
A investigação apura investimentos feitos pelo Rioprevidência em fundos vinculados ao Banco Master, instituição que está sob suspeita de operar créditos classificados como de alto risco.
Segundo as apurações, o Rioprevidência teria aplicado R$ 2,01 bilhões em fundos ligados ao banco a partir de julho de 2024.
Além disso, outros R$ 970 milhões já haviam sido investidos em letras financeiras emitidas pela instituição. Somadas, as movimentações sob investigação alcançam cerca de R$ 3 bilhões.
Os investigadores apuram possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos, fraude à fiscalização, associação criminosa e corrupção passiva.
A operação faz parte da oitava fase da Operação Compliance Zero, que investiga a destinação de recursos públicos para aplicações consideradas suspeitas.
O caso se soma a outra frente de investigação aberta recentemente contra o ex-governador.
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No último dia 15, Cláudio Castro já havia sido alvo da Operação Sem Refino, que apura supostas ligações entre sua gestão e o grupo empresarial Refit, apontado pela Receita Federal como um dos maiores devedores tributários do país. Na ocasião, agentes apreenderam celular e tablet do ex-governador.
Cláudio Castro deixou o governo do Rio em março deste ano para disputar uma vaga ao Senado, mas acabou declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Até o momento, a defesa do ex-governador não havia se manifestado sobre a nova operação.
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