Um homem apontado como suspeito de participação no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, irmão de Eloá Pimentel, morreu na manhã da última quarta-feira (1º) durante uma ação da Polícia Militar em Guaianases, na zona leste da capital paulista.
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De acordo com informações divulgadas pela corporação, equipes policiais se deslocaram até a região após receberem informações sobre a localização de um indivíduo que teria ligação com a tentativa de homicídio registrada no último fim de semana. Segundo a versão apresentada pela PM, os agentes foram recebidos a tiros ao chegarem ao local, o que resultou em uma troca de disparos.
O suspeito foi socorrido e encaminhado para uma unidade hospitalar da região, mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência foi registrada no 68º Distrito Policial, localizado no bairro do Lageado.
A Polícia Civil deverá apurar tanto as circunstâncias da intervenção policial quanto a suposta participação do homem no ataque contra o oficial da Rota ocorrido em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
Atentado ocorreu após saída de academia
O ataque ao tenente Ronickson aconteceu na manhã do último sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. O policial estava de folga, vestido à paisana, e havia acabado de sair de uma academia quando foi surpreendido.
Imagens registradas por câmeras de segurança mostram o momento em que o oficial aguardava a abertura do semáforo sobre sua motocicleta. Instantes depois, dois homens em outra moto se aproximam e efetuam os disparos.
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Após ser atingido, o tenente foi atendido inicialmente por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e transferido para atendimento especializado por meio do helicóptero Águia da Polícia Militar.
O caso ganhou ainda mais repercussão devido ao fato de Ronickson ser irmão de Eloá Pimentel, adolescente assassinada em 2008 após ser mantida refém por mais de 100 horas pelo ex-namorado, em um dos episódios criminais mais conhecidos do país.
Quadro clínico apresenta evolução
Mesmo diante da gravidade dos ferimentos, o estado de saúde do tenente apresentou sinais positivos de evolução nos últimos dias, conforme informações divulgadas pela Polícia Militar.
Ronickson permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde recebe acompanhamento contínuo de equipes médicas especializadas, incluindo neurocirurgiões.
O boletim médico mais recente aponta melhora no quadro neurológico, redução do edema cerebral e diminuição da necessidade de medicamentos utilizados para o controle da pressão arterial. O oficial segue sedado e sob ventilação mecânica, mas sem apresentar febre.
Investigação identificou outros envolvidos
As investigações conduzidas pela Polícia Civil já permitiram a identificação do homem apontado como responsável pelos disparos contra o tenente. Por questões de segurança e para não comprometer as diligências, a identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ele possui antecedentes criminais e segue sendo procurado pelas forças de segurança.
Além do suposto atirador, outros dois homens tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça. Os investigados, de 40 e 52 anos, foram localizados na região de Guaianases e são suspeitos de terem prestado apoio logístico aos executores do atentado.
A apuração policial indica que eles teriam participado da operação criminosa fornecendo suporte e realizando a escolta da motocicleta utilizada no ataque por meio de veículos de apoio. As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime e identificar eventuais outros envolvidos.
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