O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) e foi sentido até em Manaus reacendeu a preocupação sobre a possibilidade de terremotos no Brasil. Embora o país esteja em uma região de menor atividade sísmica, especialistas apontam que tremores de maior intensidade podem ocorrer em território brasileiro.
Terremoto na Colômbia foi sentido no Brasil
O tremor de magnitude 7,4 ocorreu pela manhã, com epicentro em San José del Palmar, a cerca de 400 quilômetros de Bogotá e a 107 quilômetros de profundidade, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O abalo foi sentido em diversas cidades colombianas, incluindo Medellín, Cali e Bogotá. Prédios públicos chegaram a ser evacuados por segurança, enquanto foram registrados relatos de desabamentos e pessoas sob escombros em diferentes regiões.
No Brasil, o terremoto foi percebido em Manaus, a quase 2 mil quilômetros do epicentro. A Defesa Civil informou que o Edifício Palácio do Comércio, localizado no centro da capital amazonense, foi evacuado preventivamente.
Vistorias também foram realizadas em áreas como Adrianópolis, Aleixo e o centro da cidade.
O governo brasileiro ofereceu ajuda à Colômbia. Segundo as informações divulgadas até o momento, não havia brasileiros entre as vítimas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que recebeu a notícia com preocupação e que o Brasil está à disposição para prestar apoio ao país vizinho.
Venezuela também registrou terremotos fortes
A preocupação também ganhou força após dois terremotos de grande intensidade atingirem a Venezuela em junho. Os abalos tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e provocaram mortes, feridos e danos em Caracas e outras regiões.
Apesar da ocorrência de terremotos fortes em países vizinhos, a realidade brasileira é diferente.
Brasil pode ter terremotos fortes?
O Brasil registra terremotos, mas os eventos costumam ser menos intensos por o país estar localizado no interior da Placa Sul-Americana, distante das principais zonas de encontro entre placas tectônicas.
Isso, porém, não significa que o território brasileiro esteja livre de tremores. Além de atividades associadas a falhas geológicas, o país também pode sentir os efeitos de terremotos que têm epicentro em outros países da América do Sul.
O maior terremoto já registrado no Brasil teve magnitude 6,6 e ocorreu em 1955, na Serra do Tombador, em Mato Grosso, a aproximadamente 370 quilômetros de Cuiabá. Como a região era pouco habitada, não houve registro de mortes.
Outro tremor significativo aconteceu no Acre, em 2022, com magnitude 6,5. O epicentro ficou a mais de 100 quilômetros de municípios como Tarauacá e Feijó, próximo à fronteira com o Peru, e o terremoto não provocou danos significativos.
Segundo estimativas do Serviço Geológico do Brasil, terremotos com magnitude superior a 7,0 podem acontecer no território brasileiro, mas em intervalos muito longos. A estimativa é de que um evento dessa intensidade possa ocorrer, em média, uma vez a cada 500 anos.
A frequência é muito diferente da observada em países como o Chile, onde terremotos dessa magnitude são registrados com muito mais frequência.
Por que terremotos não podem ser previstos?
Apesar dos avanços da ciência, ainda não é possível prever exatamente quando um terremoto vai acontecer.
Uma previsão científica precisaria indicar com antecedência a data e o horário, o local exato e a magnitude do tremor. Sem essas informações, o que os pesquisadores conseguem fazer são estimativas de risco e probabilidades.
Alguns fenômenos já foram apontados como possíveis sinais de um grande terremoto, como a ocorrência de vários pequenos tremores, alterações na concentração de radônio e até mudanças no comportamento de animais. No entanto, nenhum desses fatores é considerado suficientemente confiável para prever um terremoto.
Alertas podem dar alguns segundos de vantagem
Embora não seja possível prever um terremoto antes que ele aconteça, sistemas de alerta podem identificar o início do tremor e emitir avisos rapidamente.
Quer mais notícias internacionais? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.
Esses sistemas detectam inicialmente as ondas sísmicas primárias, que chegam antes das ondas secundárias e podem causar impactos mais fortes. Dependendo da distância entre o epicentro, os sensores e a população, o alerta pode proporcionar alguns segundos para que as pessoas adotem medidas de segurança.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar