O Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou nesta segunda-feira (26/10) um acordo para adquirir 100% das ações da NeoSpace, startup brasileira especializada em inteligência artificial (IA), por R$ 2,925 bilhões. O pagamento será dividido entre uma parcela na conclusão da operação e o restante ao longo de cinco anos, sujeito a determinadas condições.
A aquisição tem como objetivo ampliar a parceria entre o banco e a empresa de tecnologia, que já presta serviços ao Itaú há quase dois anos. Nesse período, a NeoSpace desenvolveu modelos de inteligência artificial treinados com dados do próprio banco, permitindo o uso de IA generativa em larga escala na criação de soluções para os negócios e os clientes.
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Segundo o Itaú, a colaboração já apresentou resultados em áreas como crédito, gestão do relacionamento com clientes — conhecida pela sigla CRM (customer relationship management) — e prevenção a fraudes.
“Queremos que o Itaú esteja entre as instituições que vão definir o próximo capítulo da indústria financeira global”, afirmou Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco.
O executivo também destacou o potencial brasileiro no setor. “O Brasil já demonstrou sua capacidade de estabelecer referências internacionais em inovação bancária, e temos a oportunidade de elevar esse patamar com inteligência artificial de fronteira”, declarou.
O que faz a NeoSpace?
A NeoSpace é uma startup brasileira que desenvolve modelos de inteligência artificial voltados à identificação de padrões e relações complexas em grandes volumes de informações.
A tecnologia da empresa já é utilizada em projetos realizados em conjunto com o Itaú e deverá contribuir para o desenvolvimento da plataforma de inteligência artificial generativa do banco, a ia.i.
Com a aquisição, o Itaú pretende aprofundar a integração da tecnologia da startup às suas operações, ampliando o uso da inteligência artificial em produtos, serviços e processos internos.
Negócio depende de aprovação do Cade e do Banco Central
Apesar do anúncio, a compra ainda não foi concluída. A operação depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central.
Até a conclusão do negócio, a transação permanece sujeita às exigências regulatórias aplicáveis.
NeoSpace manterá operação autônoma
Mesmo após a aquisição, a NeoSpace deverá preservar sua autonomia de gestão e operação. De acordo com o comunicado sobre o negócio, Bruno Pierobon continuará à frente da startup como CEO.
O acordo também prevê a manutenção da equipe e a continuidade das atividades de pesquisa e desenvolvimento. A estrutura busca permitir que a empresa siga desenvolvendo suas tecnologias enquanto amplia a colaboração com o Itaú.
O valor anunciado, de R$ 2,925 bilhões, será pago parcialmente no fechamento da operação, com o restante distribuído ao longo de cinco anos, conforme as condições estabelecidas no acordo.
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