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SEGURANÇA

Vai sair com alguém? App usa IA para consultar antecedentes criminais

O aplicativo Puft.ai usa IA para consultar informações públicas sobre uma pessoa, incluindo processos judiciais e registros criminais.

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Imagem ilustrativa da notícia Vai sair com alguém? App usa IA para consultar antecedentes criminais camera Puft.ai consultar informações públicas sobre uma pessoa, incluindo processos judiciais e registros criminais. | Reprodução/Magnific

Conhecer alguém pela internet e marcar um encontro presencial pode ser o início de uma boa história, mas também exige cuidados. Afinal, nem sempre é possível saber quem está do outro lado da tela, e informações compartilhadas durante conversas virtuais podem não revelar todo o histórico de uma pessoa. Por isso, buscar referências e conhecer melhor alguém antes de um encontro pode ser uma medida adicional de segurança.

A preocupação é ainda maior diante dos números de violência contra mulheres no Brasil. Em 2025, o país registrou 1.571 feminicídios, um aumento de 4% em comparação com o ano anterior, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os casos reforçam a importância de discutir medidas de prevenção e proteção feminina, inclusive em situações de encontros com pessoas conhecidas pela internet.

Nesse contexto, ferramentas digitais também começam a ser utilizadas como recursos complementares de segurança. Uma delas é o Puft.ai, plataforma que utiliza inteligência artificial (IA) para consultar informações públicas sobre uma pessoa, incluindo processos judiciais e registros criminais.

Como funciona o Puft.ai?

O Puft.ai permite pesquisar informações pelo nome completo ou CPF. A ferramenta reúne dados de diferentes bases e apresenta os resultados em um relatório com explicações em linguagem simples, além de permitir o download do documento em PDF.

Entre as informações que podem aparecer na consulta estão:

  • Processos criminais, cíveis e trabalhistas;
  • Execuções penais;
  • Vínculos empresariais e dados cadastrais;
  • Listas de sanções;
  • Identificação de pessoas politicamente expostas.

O relatório utiliza um sistema de cores: o vermelho indica processos criminais nos quais a pessoa aparece como ré, enquanto o verde representa a ausência de registros criminais identificados nessa condição.

Segundo Gianluca Ferro, CEO da plataforma, a inteligência artificial não é responsável por encontrar os dados, mas por organizar e explicar as informações encontradas.

Como consultar alguém pelo celular?

A pesquisa é feita pelo site oficial da plataforma, diretamente no navegador do celular. Para utilizar o serviço, é necessário comprar créditos.

O procedimento funciona da seguinte maneira:

  • 1. Acesse o site Puft.ai e faça seu cadastro ou login.
  • 2. Selecione a opção de consulta e escolha a quantidade de créditos desejada.
  • 3. Realize o pagamento por Pix ou cartão.
  • 4. Informe o nome completo e outros dados disponíveis, como estado, telefone e data de nascimento. Também é possível pesquisar diretamente pelo CPF.
  • 5. Clique em consultar e aguarde a geração do relatório.

O CPF é considerado o dado mais preciso para diferenciar pessoas com nomes semelhantes. Quando a pesquisa é feita apenas pelo nome, a plataforma pode apresentar informações adicionais para ajudar na identificação.

Quanto custa consultar uma pessoa?

O serviço não exige assinatura mensal. A plataforma trabalha com consultas individuais e pacotes de créditos, que não possuem prazo de validade.

Confira os valores informados pela empresa:

  • Modalidade Preço
  • Uma consulta R$ 19,90
  • Pacote com 3 consultas R$ 49,90
  • Pacote com 10 consultas R$ 149,90

Todas as opções incluem relatório com explicações por IA e possibilidade de download em PDF.

A ferramenta é confiável? Conheça as limitações

Apesar de reunir informações de diferentes fontes, o Puft.ai não oferece acesso a todo o histórico de uma pessoa. A plataforma utiliza agregadores privados de dados públicos e possui integração com o DataJud, sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Entre as limitações estão processos em segredo de Justiça, boletins de ocorrência, investigações policiais que ainda não chegaram à Justiça e registros antigos que não foram digitalizados.

Outro ponto importante é que aparecer como ré em um processo não significa ter sido condenado. Da mesma forma, um relatório sem apontamentos criminais não garante que a pessoa nunca tenha se envolvido em situações de violência.

Por isso, os resultados devem ser interpretados com cautela e não devem ser considerados uma garantia de segurança ou uma prova definitiva sobre o comportamento de alguém.

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Cuidados antes de marcar um encontro

A consulta de informações públicas pode funcionar como uma medida complementar, mas não substitui outros cuidados importantes. Para encontros com pessoas conhecidas pela internet, algumas recomendações são:

  • Escolher locais públicos e movimentados;
  • Avisar amigos ou familiares sobre o encontro;
  • Compartilhar a localização em tempo real com alguém de confiança;
  • Evitar informar o endereço residencial logo nos primeiros contatos;
  • Organizar o próprio transporte para ir e voltar.

Em situações de ameaça ou violência contra mulheres, também é possível buscar ajuda pelo Ligue 180, canal gratuito de atendimento e orientação. Em emergências, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190.

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